Omira Maria marcou seu nome nos Jogos Sul-americanos de 2026 ao garantir duas medalhas de ouro na canoagem slalom em apenas dois dias de competição. A brasileira brilhou primeiramente na quarta-feira, conquistando o ouro no contrarrelógio do caiaque cross (KX Cross) com uma descida de 42s71, em um evento realizado no Lago Sur, sob condições incomuns para os praticantes da modalidade. O desempenho excepcional da canoísta fez jus à sua crescente reputação internacional, com a chilena Florencia Aguirre e a argentina Iris Castiglione completando o pódio.
Na quinta-feira, Omira voltou a surpreender ao dominar a prova do K1, confirmando seu favoritismo após registrar o melhor tempo entre as mulheres na tomada de tempo do dia anterior. A performance impecável, sem penalidades, consolidou-a como uma das principais representantes da canoagem brasileira. “Foi uma competição divertida e mais igualitária do que estou acostumada, estou muito feliz com os resultados”, celebrou Omira.
Esse duplo triunfo em Santa Fé é apenas mais um marco em um ano de grandes progressos para a atleta. Ao longo de 2026, Omira acumulou resultados expressivos em competições internacionais, como sua atuação na Copa do Mundo de Augsburg, onde alcançou as quartas de final no evento de caiaque cross, terminando em oitavo lugar. Omira também somou conquistas importantes no Mundial e no Pan-americano de canoagem, evidenciando sua evolução contínua.
A história de Omira com o esporte começou despretensiosamente, ainda criança, seguindo os passos da irmã mais velha, Ana Sátila, no Instituto Meninos do Lago. Aos 12 anos, Omira foi chamada pela primeira vez para a Seleção Brasileira, momento que marcou o início de sua trajetória profissional. Ana Sátila, que já participou de quatro Olimpíadas, exerce um papel crucial na carreira de Omira, sendo tanto uma mentora quanto uma crítica rigorosa. “Tenho o privilégio de ter minha irmã ao meu lado, sempre me orientando e impulsionando para dar o meu melhor”, afirmou Omira, destacando a importância desse apoio familiar.
Fora das águas agitadas das competições, Omira tem explorado uma outra paixão: a gastronomia. Estudante de gastronomia e formada em administração, ela encontra na cozinha um hobby que revela um lado mais tranquilo e tímido de sua personalidade. “Adoro cozinhar, especialmente doces. É algo que muita gente não conhece sobre mim”, confidencia a canoísta.
O horizonte olímpico já desponta para Omira, especialmente após o Brasil garantir uma vaga nos Jogos Pan-americanos de Lima 2027. Com a busca pelo ranking olímpico a todo vapor, Omira e sua irmã Ana trabalham arduamente para assegurar suas presenças em Los Angeles, com o objetivo não apenas de participar, mas de conquistar medalhas. “O sonho maior é ir para as Olimpíadas e conquistar uma medalha”, revela Omira.
Na sexta-feira, 25, Omira Maria estará de volta às águas de Santa Fé para competir na final do Kayak Cross, com os olhos no prêmio e no horizonte olímpico que se aproxima.
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: Omira Maria faz história nos Jogos Sul-Americanos 2026 com ouro no K1 e caiaque cross, mirando futuros desafios olímpicos. Além das conquistas na água, a canoísta também se dedica à gastronomia. Ela destaca o apoio da irmã, Ana Sátila, na busca pela evolução contínua. Foto: Rafael Bello/COB.













