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Fórum Mulher no Esporte debate representações na mídia e promove ícones femininos no esporte.

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No III Fórum Mulher no Esporte, promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil, um painel crucial destacou a influência da mídia e das marcas na representação das mulheres no esporte. Com foco em como essas narrativas impactam a visibilidade e as oportunidades para as atletas, os debates centraram-se nas Diretrizes de Representação de Gênero. Manoela Penna, diretora de Comunicação do COB, estimulou a reflexão ao questionar o que poderia ser mudado de imediato para melhorar essa questão.

Jéssica Silva, da adidas, sugeriu que as novas gerações sejam ensinadas a reconhecer mulheres como ícones esportivos, tornando isso uma norma para todos. Enfatizou que essa mudança deve ser inclusiva e tocou em um ponto central: a educação das crianças e jovens sobre novas referências femininas no esporte.

Entre as panelistas, também estava Adriana Samuel, medalhista olímpica em vôlei de praia. Ela relatou a luta para ser vista como uma atleta por mérito próprio, em vez de ser rotulada como “irmã do Tande”, outro grande nome do esporte. Adriana compartilhou uma experiência marcante: apenas recentemente, em Tóquio 2020, viu-se numa reportagem em que sua identidade profissional não estava associada à do irmão. Isso exemplifica a necessidade urgente de eliminar rótulos redutivos e promover histórias que valorizem as conquistas das mulheres por si mesmas.

Vanessa Melo Viana, da CAIXA, ressaltou a importância da intencionalidade ao comunicar histórias femininas no esporte, visando romper estereótipos e promover narrativas de resiliência e disciplina. A discussão também envolveu debates sobre como a mídia frequentemente restringe a presença feminina a contextos específicos, prejudicando a plena visibilidade das atletas.

Marcela Zaiden, da Globo, destacou a necessidade de abolir termos redutivos como “musa” ou “namorada” nas reportagens esportivas. Para ela, a evolução depende de como essas referências são apresentadas à sociedade. Mariana, participante do painel, concluiu ao sublinhar a importância de engajar o público nas competições femininas da mesma forma que nas masculinas, movendo-se em direção a uma cultura esportiva mais igualitária.

O Brasil, que sediará a Copa do Mundo Feminina de Futebol em 2027, torna-se um palco emblemático para essa transformação, destacando a urgência de uma abordagem inclusiva e igualitária no esporte. A discussão no fórum sublinhou os passos necessários para construir uma narrativa mais justa e abrangente para as mulheres no esporte em todos os níveis.

Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: No III Fórum Mulher no Esporte, organizado pelo COB, jornalistas e especialistas discutiram a influência da mídia e marcas na representação feminina no esporte. As palestrantes, incluindo Jéssica Silva da adidas, Adriana Samuel e Vanessa Melo Viana, enfatizaram a necessidade de narrativas mais inclusivas e justas, destacando conquistas femininas ao invés de estereótipos. O evento também ressaltou a importância de aumentar a visibilidade e engajamento em competições femininas. Fonte das fotos: Juliana Ávila/COB.

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