Filipe Otheguy, um nome que provavelmente se tornará sinônimo de pioneirismo na história do esporte brasileiro, gravou seu nome nos anais dos Jogos Sul-americanos ao conquistar a primeira medalha de prata para o Brasil na modalidade de pelota basca. A façanha ocorreu em Santa Fé 2026, um momento emblemático que marcou a primeira vez que um atleta brasileiro subiu ao pódio neste evento específico. Filipe já era conhecido por quebrar barreiras anteriormente ao conquistar bronzes nos Jogos Pan-americanos de Lima 2019 e Santiago 2023. Com esta nova conquista, ele não apenas incrementa seu legado, mas também garante sua participação nos Jogos Pan-americanos de Lima 2027, abrindo portas para futuras façanhas.
O significado desta medalha para Filipe vai além do reconhecimento esportivo. Representando o Brasil, país de sua mãe, Filipe experimenta uma miríade de emoções e expectativas. “Esta medalha tem um valor especial para mim, especialmente ao jogar por um país tão próximo ao meu coração. Estou extremamente satisfeito por assegurar uma vaga no Pan, o que é essencial para o desenvolvimento da modalidade por aqui”, disse ele, entusiasmado com a possibilidade de futuras conquistas, possivelmente até um ouro. Sendo filho de pai francês e mãe brasileira, o atleta expôs a dualidade cultural que o compõe, algo que traz nuances adicionais ao seu sucesso.
O percurso de Filipe até a medalha de prata não foi fácil. Na grande final, realizada no icônico Momumento da Bandeira de Rosário, ele enfrentou o desafiante peruano Jesús Poma. Apesar do desempenho de excelência, Filipe foi superado por 2 sets a 0 (10/1, 10/7). Mesmo assim, ele exaltou a conquista histórica e destacou sua visão focada no aprimoramento para Lima em 2027. “Será crucial analisar junto à minha técnica Rosa e ao Comitê Olímpico Brasileiro como otimizar nossos treinamentos. A competição será acirrada com potências como México, Cuba, Estados Unidos e Peru”, pontuou ele, sublinhando a necessidade de uma preparação rigorosa.
Inserido no coração da cultura da pelota basca no País Basco francês, Filipe cresceu em um ambiente onde este esporte é quase um culto, comparável ao futebol no Brasil. Incentivado por este contexto cultural, Filipe e sua dedicada técnica, Rosa Guerrero, visam disseminar a modalidade no território brasileiro. A simplicidade do esporte, que requer apenas uma pequena bola, uma parede e mãos livres, faz dele um candidato perfeito para adoção popular.
Rosa, uma venezuelana naturalizada brasileira e campeã sul-americana na modalidade, está otimista sobre o futuro do esporte. “Com Filipe, começamos uma jornada emocionante. Este esporte vai se amalgamar ao espírito vibrante do Brasil e se tornar uma referência global”, expressou ela com orgulho. Para Filipe, além de conquistar títulos, há o desejo fervoroso de inspirar as próximas gerações a abraçar a pelota basca, acreditando no potencial do esporte como ferramenta de transformação social. Sorrindo, ele concluiu com um pensamento sobre legado: “Espero ver muitos outros seguindo meus passos, porque, obviamente, não vou poder jogar para sempre.”
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: Filipe Otheguy conquista uma inédita prata na pelota basca para o Brasil nos Jogos Sul-americanos de Santa Fé 2026. O atleta franco-brasileiro, com histórico de medalhas em Pan-americanos, já visa expandir a modalidade no país que considera “o futebol do Brasil”. (Foto: Mariana Sá/COB)













