Em um cenário marcado pelo brilho dos Jogos Olímpicos da Juventude de 2026, realizadas em Dakar, duas figuras emblemáticas do esporte brasileiro retornam ao ambiente olímpico, desta vez sob uma nova ótica. Maria Portela e Fabiana Silva, ambas ex-atletas olímpicas, trouxeram consigo um legado rico de experiências para orientar jovens promessas do esporte nacional, com o intuito de transformar suas trajetórias em um aprendizado contínuo e significativo para o futuro.
Portela, cuja afinidade está com o judô, e Silva, dedicada ao badminton, se encontram unidas pela missão de mostrar que a competição olímpica ultrapassa barreiras de resultados numéricos e se traduz em vivências enriquecedoras e transformadoras. Durante a estadia em Dakar, as duas ex-atletas, agora treinadoras, focaram não apenas no lado técnico das modalidades, mas também no desenvolvimento humano dos jovens atletas que têm sob sua orientação. Essa orientação incluiu incentivos para a autoconfiança dos jovens talentos e a importância de aproveitar ao máximo cada momento, tanto dentro quanto fora dos tatames e quadras de badminton.
Fabiana Silva, que deixou sua marca nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, encontrou em Dakar um novo propósito dentro do espírito olímpico. Como mentora do jovem atleta de badminton, Klecivan Zaidan, Silva procurou transmitir as lições que aprendeu ao longo da própria carreira. Segundo ela, compartilhar esse conhecimento é gratificante e revigorante, especialmente ao observar semelhanças entre sua trajetória e a de Zaidan. Fabiana reconhece nele a mesma dedicada curiosidade que a levou a estudar exaustivamente seus adversários e a moldar sua estratégia competitiva.
Paralelamente, Maria Portela enfrentou a missão de guiar a judoca Clarisse Vallim. Com a experiência de ter participado de três Jogos Olímpicos, Portela se vê diante do desafio de usar seu passado competitivo não apenas para transmitir técnicas da luta, mas para ensinar Clarisse a lidar com pressões externas e internas. A compreensão da dinâmica das competições e as lições sobre manter o foco durante o treinamento são parte fundamental dos ensinamentos que busca passar, acreditando que essa experiência prepara a jovem atleta para desafios futuros, como possíveis convocações para competições internacionais adultas.
Além de contribuir com a formação de novas atletas, o papel de Maria e Fabiana em Dakar também reflete um passo significativo em direção à representatividade feminina no esporte. A presença dessas mulheres em posições de liderança não só inspira as atletas atuais, como também motiva outras mulheres a ocuparem espaços historicamente dominados por homens. Ambas participaram do programa MIRA Treinadoras do Comitê Olímpico do Brasil, que tem objetivo de capacitar mulheres para atuar no esporte de alto rendimento. Esta iniciativa revela a importância constante do apoio e da criação de redes que promovam a igualdade e ampliem as oportunidades para mulheres.
Maria Portela, em seu novo papel, destaca a necessidade de ser um ícone para a nova geração, mostrando que a carreira esportiva pode se estender além das competições. Ela aprecia estar na linha de frente dessa transformação, motivando jovens atletas a verem a possibilidade de continuarem suas trajetórias no esporte sob diferentes perspectivas. Similarmente, Fabiana acredita que a construção de uma rede de apoio para mulheres no esporte permite superar desafios de maneira coletiva, potencializando a presença feminina em cargos de liderança.
O retorno de Portela e Fabiana ao ambiente olímpico como treinadoras ressalta a importância e a responsabilidade de moldar e inspirar a próxima geração de atletas. Neste contexto, elas não buscam apenas preparar o presente, mas também esculpir um futuro inclusivo e igualitário no esporte, onde a liderança feminina não seja exceção, mas, sim, regra.
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: Ex-atletas olímpicas Maria Portela e Fabiana Silva inspiram jovens talentos nos Jogos Olímpicos da Juventude em Dakar, ajudando a moldar futuras gerações e a fortalecer a liderança feminina no esporte. Como treinadoras, elas compartilham sua valiosa experiência olímpica com os jovens do Time Brasil, promovendo crescimento pessoal e uma nova visão sobre competir. Foto: Wander Roberto/COB












