A emoção de acompanhar os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 é comparável a uma montanha-russa, onde, em um momento, celebramos conquistas históricas e, no outro, lidamos com resultados aquém das expectativas. Tal como na vida, é crucial encontrar alegria mesmo quando os resultados não são os esperados. Um exemplo dessa vivência ocorreu quando Pat Burgener, sensação recente entre os torcedores brasileiros por ter passado a defender nossa bandeira, não conseguiu avançar à final do snowboard halfpipe masculino, ficando em 14º lugar. Este foi o único evento de cinco nesta temporada em que ele não ficou entre os 12 melhores, deixando aquela sensação de que o inédito poderia ter sido alcançado.
Acompanhar a trajetória de atleta é entender que não se vence sempre. Tanto para os esportistas quanto para os torcedores, as competições oferecem mais do que medalhas: são uma oportunidade de admirar o esporte em sua essência. Condições adversas, como vento forte ou uma pista difícil, muitas vezes fogem ao controle dos atletas, ressaltando a importância de celebrar cada pequena vitória. Como a mitologia grega nos ensina com Dédalo e Ícaro, é prudente buscar o equilíbrio nas emoções.
Os Jogos Olímpicos geram sentimentos intensos e variados. Haverá dias de decepção, assim como de triunfo. Encontrar equilíbrio é crucial, especialmente à medida que nos aproximamos dos próximos eventos, como a prova de 10 km feminino no esqui cross-country, que conta com Eduarda Ribera e Bruna Moura representando o Brasil. Há a esperança de que uma surpresa positiva possa surgir daqui.
Mesmo que torcer para Pat Burgener na final não tenha se concretizado, seu 14º lugar é um marco significativo, conquistando o melhor resultado masculino do Brasil na história dos Jogos. Igualmente notável é Augustinho Teixeira, que surpreendeu com um 19º lugar, superando sua posição no ranking pré-olímpico. Juntos, Pat e Augustinho alcançaram os melhores resultados do Brasil em eventos masculinos nos Jogos, superando a posição de 20ª em bobsled no evento quatro homens em 2022 e a 21ª posição de Mariano López no slalom gigante em 1998.
Além disso, Augustinho destaca-se como o quinto atleta brasileiro a alcançar um top 20 em eventos com mais de 25 competidores. Essa conquista o integra a uma pequena elite de atletas brasileiros que incluem Isabel Clark e Nicole Silveira. Assim, com determinação e paixão, seguimos com esperança, torcendo por mais capítulos emocionantes e histórias inspiradoras no decorrer dos Jogos.
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: “Montanha-russa de emoções! Pat Burgener conquista o 14º lugar no snowboard halfpipe e Augustinho Teixeira alcança o top 20 nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Viva as pequenas vitórias! Foto: Rafael Bello/COB”











