Nesta sexta-feira, 17, o esporte brasileiro perdeu um dos seus maiores ícones. Aos 68 anos, faleceu Oscar Schmidt, o lendário “Mão Santa” do basquete mundial, cuja trajetória se entrelaçou profundamente com a história olímpica do Brasil. O Comitê Olímpico do Brasil lamentou profundamente a perda de Oscar, um atleta que deixou uma marca indelével não só no basquete, mas no espírito do esporte nacional.
Oscar participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, tornando-se o único jogador a ultrapassar a marca de mil pontos na história dessa competição internacional. Ele deixa sua esposa, Maria Cristina Victorino, com quem compartilhou mais de quatro décadas de vida, e seus dois filhos, Felipe e Stephanie.
Para Marco Antonio La Porta, presidente do COB, o legado de Oscar vai além de medalhas e recordes. Representando valores fundamentais como dedicação, superação e respeito, Oscar levava consigo a paixão pelo esporte e a bandeira brasileira, inspirando tanto companheiros quanto adversários. Sua carreira não apenas moldou o basquete em sua essência, mas também motivou inúmeras gerações a perseguirem seus sonhos dentro e fora das quadras. Marco Antônio destacou a inspiração que Oscar foi para o Olimpismo e a certeza de que sua história continuará vivendo.
O impacto de Oscar no basquete não se limita ao cenário brasileiro. Internationalmente reconhecido, o jogador integra o Hall da Fama da FIBA e, excepcionalmente, o Hall da Fama da NBA, mesmo nunca tendo jogado na liga. Essa distinção sublinha seu talento e impacto global. Foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
Em 2019, o Comitê Olímpico Brasileiro celebrou seu compromisso com o esporte e sua habilidade técnica e tática excepcionais ao conceder-lhe o Troféu Adhemar Ferreira da Silva durante o Prêmio Brasil Olímpico. Este reconhecimento simboliza o respeito e a admiração que Oscar conquistou ao longo de sua carreira.
Entre seus maiores êxitos, destacam-se as diversas conquistas com a seleção brasileira e o título do Mundial de Clubes pelo EC Sírio, em 1979. Marcelo Vido, companheiro de longa data, enfatizou a grandiosidade de Oscar como atleta e ser humano, lembrando os mais de 20 anos que dividiram quadras e conquistas.
Neste momento de luto, o Comitê Olímpico do Brasil envia suas mais sinceras condolências à família, amigos e admiradores de Oscar Schmidt. Sua morte marca o final de um capítulo brilhante do esporte mundial, mas o legado do “Mão Santa” seguirá vivo, inspirando atletas e fãs ao redor do mundo.
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: Oscar Schmidt, o ‘Mão Santa’, faleceu aos 68 anos. Recordista em participações olímpicas pelo Brasil no basquete, jogou cinco edições seguidas dos Jogos Olímpicos e ultrapassou 1.000 pontos na competição. Deixou esposa e dois filhos. Ícone do esporte, integrou os Halls da Fama da FIBA e NBA. Legado eterno de inspiração e excelência, foi homenageado pelo COB com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva. COB expressa condolências. Foto: COB.












