Rayanne Karoline: Trajetória na Pesquisa em Fonoaudiologia
Ainda antes de se formar, Rayanne Karoline da Silva Fradique já mergulha na ciência durante sua graduação em Fonoaudiologia na Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). Estudante do 7º período, ela participa de grupos de pesquisa e do Programa de Iniciação Científica, mostrando que a formação na saúde começa muito antes da colação de grau.
Seu interesse pela pesquisa começou no Instituto Federal de Alagoas (Ifal), e, ao ingressar na Uncisal, ela encontrou na iniciação científica uma chance de aprofundar seus conhecimentos. Atualmente, Rayanne participa de dois grupos de pesquisa: o Grupo de Estudo e Pesquisa em Comunicação Humana e seus Distúrbios (GEPCH) e o Grupo de Estudos em Linguagem e Linguística da Uncisal (ELLUN).
No Programa de Iniciação Científica 2025–2026, sob orientação da professora Priscila Rufino, sua pesquisa, “Os vocativos de parentesco em Alagoas: uma caracterização sociolinguística”, investiga como formas de tratamento nas relações familiares refletem aspectos culturais e sociais. “Analisamos a utilização desses vocativos em diferentes contextos e suas implicações sobre as relações familiares e sociais”, explica Rayanne.
Além disso, ela contribui com o GEPCH, orientada pela professora Marisa Canuto, em um estudo sobre o perfil epidemiológico de idosos atendidos no Centro Especializado em Reabilitação (CER III) da Uncisal. O contato com dados de prontuários permite a Rayanne entender melhor as demandas da população. “A análise de dados nos ajuda a ver a prática com mais responsabilidade”, afirma.
Segundo a estudante, a iniciação científica transforma a visão sobre a profissão: “A pesquisa amplia nosso olhar, nos faz questionar e buscar evidências, sem aceitar respostas prontas.” Esse envolvimento melhora seu desempenho nas disciplinas e estágios, promovendo decisões mais fundamentadas.
Rayanne também já participou de congressos e produziu trabalhos acadêmicos, incluindo estudos sobre qualidade de vida de idosos com perda auditiva e pesquisas publicadas em avaliação auditiva ocupacional.
No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, ela destaca a importância da representação feminina: “Ver mulheres liderando pesquisas nos inspira a ocupar esses espaços também.”
Para as estudantes que desejam seguir a carreira acadêmica, Rayanne recomenda: “Participem. A iniciação científica é desafiadora, mas transforma nossa formação e nos capacita para atuar com responsabilidade.”
Essa reportagem faz parte de uma série especial da Uncisal em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, apresentando histórias de estudantes e profissionais da universidade.
Com informações e fotos da Uncisal







