As vendas do Tesouro Direto atingiram em julho o segundo maior valor mensal da história, totalizando R$ 6,43 bilhões, conforme anunciado pelo Tesouro Nacional hoje. Esse montante é o segundo maior desde a criação do programa em 2002, ficando atrás apenas do recorde de R$ 6,84 bilhões alcançado em março de 2023.
Comparando com o mês anterior, as vendas tiveram um aumento de 13,2%, e em relação a julho do ano passado, o crescimento foi de 80,04%. Esse resultado foi impulsionado por dois fatores principais: a recompra pelo Tesouro de títulos corrigidos pela Taxa Selic, que foram trocados por novos papéis, e a emissão em grande volume de títulos corrigidos pela inflação, alcançando um recorde mensal de R$ 2,32 bilhões.
Os investidores demonstraram preferência pelos títulos corrigidos pela inflação (IPCA), que corresponderam a 42,5% das vendas. Já os títulos vinculados à Selic representaram 38,9% do total e os prefixados corresponderam a 14,1%. O título Tesouro Renda+, destinado ao financiamento de aposentadorias, e o Tesouro Educa+, voltado para financiar a educação superior, tiveram participação de 3% e 1,5% nas vendas, respectivamente.
A Taxa Selic, que teve um período de elevação iniciado pelo Banco Central em julho de 2021, ainda se encontra em patamares atrativos, mesmo após as recentes reduções. Atualmente em 10,5% ao ano, as taxas de juros continuam competitivas e podem passar por novas alterações na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, prevista para setembro.
O estoque total do Tesouro Direto fechou o mês de julho em R$ 145,39 bilhões, representando um aumento de 1,53% em relação ao mês anterior e de 21,17% na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse avanço foi possível devido às vendas superiores aos resgates em R$ 1 bilhão no último mês.
O número de investidores também apresentou crescimento, com 335,6 mil novos participantes cadastrados em julho, totalizando 29.298.508 investidores no programa. Nos últimos 12 meses, houve um aumento de 17,16% no total de investidores, que atingiu 2.660.171.
A preferência dos investidores foi por papéis de curto prazo, com 66,3% das vendas destinadas a títulos de até cinco anos. Os títulos com prazos entre cinco e dez anos representaram 11,1% do total, enquanto os papéis com mais de dez anos de prazo corresponderam a 22,5% das vendas.
O Tesouro Direto, lançado em 2002, tem como objetivo promover a democratização dos investimentos em títulos públicos e facilitar o acesso de pessoas físicas a essa modalidade de aplicação. Para participar, basta realizar o cadastro pelo site do Tesouro Direto e efetuar as operações de compra diretamente pela internet, com a custódia dos títulos feita pela B3, a bolsa de valores brasileira.
Dessa forma, a venda de títulos do Tesouro Direto representa uma importante fonte de captação de recursos para o governo, que se compromete a remunerar os investidores de acordo com a variação da taxa Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa fixa definida previamente nos papéis prefixados.
Com informações da EBC
Fotos: © Marcello Casal Jr./Agência Brasil / EBC













