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Uso de vape entre adolescentes brasileiros cresce preocupantemente; urgência de regulação é evidente.

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A utilização de cigarros eletrônicos entre os adolescentes brasileiros tem registrado um crescimento alarmante, conforme apontam os dados recentes do IBGE. Apesar da proibição da venda desses produtos no Brasil, a pesquisa divulgada destacou que a porcentagem de jovens de 13 a 17 anos que afirmam já ter experimentado o cigarro eletrônico saltou de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024. Esse aumento, que quase dobrou em apenas cinco anos, é especialmente notável nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, onde a utilização se intensificou entre as meninas em relação aos meninos.

As informações levantadas pela Abrasel trazem à tona a ineptidão das normas atuais. O presidente-executivo da associação, Paulo Solmucci, expõe que a proibição não apenas falhou em restringir o acesso dos adolescentes ao vape, mas efetivamente comprometeu a sociedade. Solmucci ressalta que a falta de controle sanitário e fiscalização permite que este mercado opere à margem da lei, colocando em risco a saúde pública, uma vez que cerca de um terço dos adolescentes já teve contato com esses dispositivos.

Desde 2009, a Anvisa tem banido a fabricação e a livre comercialização de cigarros eletrônicos, no entanto, a venda clandestina em lojas físicas e online tornou-se prevalente, dificultando a regulamentação e aumentando a exposição dos jovens a produtos de qualidade duvidosa. A consulta pública recentemente conduzida pela Anvisa também ilustra o descontentamento em relação à proibição. Com 58,8% das contribuições favorecendo a regulação sobre a proibição total, indica-se uma demanda por um modelo que assegure padrões de qualidade e segurança no mercado.

A Abrasel considera que a inexistência de uma estrutura regulatória efetiva limita os esforços educacionais e de prevenção, além de dificultar a fiscalização do consumo por menores. Solmucci enfatiza que o debate sobre a questão está amadurecido e que o Brasil precisa avançar em direção a um marco regulatório que proteja tanto os jovens quanto os adultos, permitindo um acesso mais seguro e informado a esses produtos. A situação requer uma resposta imediata e eficaz por parte dos órgãos governamentais para garantir a saúde e bem-estar da população.

Com informações e fotos da Abrasel/BR

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