O ministro Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para manter as condenações dos responsáveis pelo incêndio na Boate Kiss, que ocorreu na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2013. O fato resultou na morte de 242 pessoas e deixou outras centenas feridas.
O voto de Toffoli foi proferido durante o julgamento sobre a validade das condenações dos proprietários da boate e de dois músicos que se apresentaram no local na noite do incêndio. O ministro acompanhou a relatora do processo, ministra Rosa Weber, que também votou pela manutenção das condenações.
O incêndio na Boate Kiss foi provocado por um show pirotécnico realizado durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que atingiu a espuma altamente inflamável no teto da casa noturna. As chamas se alastraram rapidamente pelo estabelecimento, causando pânico e dificultando a saída das pessoas.
Além das vítimas fatais e dos feridos, o incêndio na Boate Kiss gerou um grande impacto na cidade de Santa Maria e em todo o país, levantando questões sobre a segurança em casas noturnas e eventos que reúnem grande público.
Os réus foram condenados por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e lesão corporal grave. A defesa dos acusados alegou, durante o julgamento no STF, que a tragédia foi um acidente e que não houve dolo por parte dos responsáveis pela boate.
No entanto, os ministros do STF estão analisando se as condenações foram devidamente fundamentadas e se os réus tiveram direito a um julgamento justo. O voto de Toffoli para manter as condenações é mais um passo no desfecho deste trágico episódio que marcou a história do Brasil.
Com informações da EBC
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