Na última segunda-feira, 9 de outubro, um importante evento realizado em São Paulo reuniu empresários e lideranças políticas, promovido pelo Lide e contando com a participação do presidente nacional do PT, Edinho Silva. O encontro foi uma oportunidade para discutir temas cruciais que afetam o cenário nacional, especialmente no que diz respeito às alterações nas jornadas de trabalho, como a proposta do fim da escala 6×1.
A Abrasel, entidade que representa os interesses do setor de alimentação fora do lar, trouxe à tona um ponto fundamental: a falta de clareza que a sociedade possui em relação aos custos associados a mudanças nas leis trabalhistas. O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, enfatizou que a população não tem conhecimento suficiente sobre os impactos que essas transformações podem ocasionar, dificultando um debate mais informado e responsável.
Em uma interlocução com Ricardo Patah, presidente da UGT, Solmucci concordou que os custos gerados por alterações na jornada de trabalho não recaem apenas sobre os empresários, mas, de fato, são suportados pela sociedade como um todo. Ele destacou a urgência de informar a população sobre esses custos e seus efeitos práticos. Para Solmucci, a carência de informações claras e objetivas dificulta a formação de opiniões e, consequentemente, a avaliação correta dos impactos nas ofertas de serviços essenciais e nos preços ao consumidor.
Por sua vez, Edinho Silva sublinhou a importância de diálogos sensatos e construtivos, especialmente em um período eleitoral. Segundo ele, é essencial que as discussões sobre reformas laborais ocorram de maneira tranquila, propiciando um ambiente favorável à convergência. Ele ressaltou a necessidade de um processo equilibrado que promova a produtividade enquanto protege os direitos dos trabalhadores.
Ao final do seminário, a síntese das discussões indicou que o avanço do país depende de decisões que considerem a realidade da população, fundamentadas em informações abrangentes e claras. Solmucci reiterou que a sociedade precisa ter acesso direto aos custos e às consequências de cada proposta, afirmando que, sem essa transparência, os debates se tornam incompletos e as decisões perdem a conexão com as necessidades reais dos cidadãos e empreendedores.
Com informações e fotos da Abrasel/BR













