A Ordem dos Advogados do Brasil seccional Distrito Federal (OAB-DF) lançou recentemente uma ferramenta inovadora que visa auxiliar na identificação e compreensão das diferentes fases da violência contra as mulheres. Denominado “violentômetro”, o instrumento é projetado para ajudar tanto as vítimas quanto os profissionais que atuam no campo dos direitos humanos a reconhecer os sinais e estágios da agressão.
O violentômetro classifica as manifestações de violência em situações que vão desde atitudes sutis, como a desvalorização e o controle, até formas mais extremas, que incluem agressões físicas e psicológicas. Essa abordagem tem como objetivo sensibilizar a sociedade para a gravidade dessas situações, muitas vezes minimizadas ou ignoradas pela cultura predominante.
A OAB-DF ressalta que essa iniciativa é essencial para promover o empoderamento das mulheres, além de servir como um guia prático para a prevenção e o enfrentamento da violência. Com o aumento dos casos de agressão durante a pandemia, a demanda por recursos que ajudem a entender e combater essas situações nunca foi tão urgentemente necessária. Ao disponibilizar o violentômetro, a OAB-DF busca não apenas direcionar as vítimas a serviços de apoio, mas também incentivar a denúncia e a busca por justiça.
Além disso, a ferramenta é uma contribuição significativa para a formação de advogados, assistentes sociais e demais profissionais que lidam diretamente com casos de violência de gênero. A partir dos diferentes graus de agressão que o violentômetro apresenta, os profissionais poderão atuar de maneira mais eficiente, oferecendo o suporte necessário às vítimas.
O projeto conta com o apoio de várias instituições e busca promover debates e reflexões sobre as diversas maneiras de violação dos direitos das mulheres. A OAB-DF acredita que, ao conscientizar a população e ampliar o conhecimento sobre essas questões, é possível criar um ambiente mais seguro e respeitoso para todas as mulheres. Assim, o violentômetro se destaca como uma ferramenta crucial na luta pela igualdade de gênero e pelos direitos humanos.
Com informações da EBC
Fotos: / EBC













