O novo modelo de concessões de ferrovias no Brasil promete transformar significativamente o setor ferroviário ao integrar o potencial do poder público com a agilidade do mercado privado. Essa transformação é apontada como uma chave para que o país aumente sua competitividade no mercado internacional, maximizando eficiência e produtividade. Essa perspectiva foi discutida durante a conferência P3C 2026 – PPPs e Concessões: Investimentos em Infraestrutura no Brasil, realizada em São Paulo nos dias 23 e 24 de setembro. O evento contou com a presença de autoridades, investidores e especialistas do setor, todos reunidos para abordar os desafios e as oportunidades de investimento em infraestrutura no território nacional.
A nova abordagem das concessões ferroviárias é baseada na primeira Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, que foi introduzida em dezembro de 2025. Esta política estabelece um marco inédito que busca revitalizar o setor ferroviário ao definir diretrizes claras de planejamento, governança e sustentabilidade. Entre suas inovações, destaca-se a criação de um modelo de financiamento que combina recursos públicos e privados, estabelecendo um novo ciclo para o setor.
Para 2026, estão programados oito leilões que representam um investimento total estimado em R$ 140 bilhões nas ferrovias brasileiras. Essa iniciativa visa não apenas melhorar a infraestrutura ferroviária, mas também incrementar a eficiência da rede de transportes como um todo.
No que se refere ao setor rodoviário, o Brasil já está colhendo os frutos de um ritmo acelerado de investimentos, com a previsão de 13 leilões rodoviários para 2026. A meta é realizar um total de 35 concessões até o final da atual gestão, assegurando R$ 396 bilhões em aportes na malha viária. Isso reflete uma clara continuidade na agenda de investimentos em infraestrutura, caracterizando as concessões como uma política de Estado, com planejamento que se estende para além do atual ciclo de gestão.
Outra iniciativa importante no cenário rodoviário é o Programa de Otimização de Contratos, que visa restaurar o equilíbrio econômico-financeiro e potencializar a capacidade de investimento nas rodovias concedidas à iniciativa privada. Essa abordagem se concentra na renegociação de contratos que enfrentam dificuldades financeiras, permitindo a reativação de projetos paralisados e otimização dos investimentos, sem a necessidade de novos leilões.
Além disso, a conferência também focou na implementação de práticas sustentáveis nas concessões, com ênfase em uma abordagem de “concessões verdes”. Discute-se como o setor de transportes pode desempenhar um papel crucial na descarbonização do Brasil, cumprindo com as metas de sustentabilidade estabelecidas, incluindo compromissos internacionais relevantes.
Em suma, o futuro das concessões no Brasil, tanto em ferrovias quanto em rodovias, está orientado para um modelo de colaboração entre o setor público e privado que promete não apenas revitalizar a infraestrutura nacional, mas também assegurar o cumprimento de metas de sustentabilidade, promovendo um ecossistema de transporte mais eficiente e responsável.
Com informações e Fotos do Ministério dos Transportes













