A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) lançou um novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, disponibilizado no último domingo (1º). Este documento foi elaborado para definir critérios claros para a realização de exames práticos de direção em todo o Brasil, visando uma abordagem mais condizente com a realidade enfrentada pelos motoristas no dia a dia.
As mudanças introduzidas visam não só a unificação das diretrizes aplicáveis em todos os estados, mas também a coibição de disparidades regionais na aprovação de candidatos. O foco agora será proporcionar uma avaliação que retrate melhor as condições do trânsito brasileiro, fortalecendo assim a segurança viária.
Entre as principais alterações, destaca-se a remoção da prova de baliza como uma etapa autônoma e eliminatória, uma prática que muitos estados já estavam adotando. Essa medida teve como fundamento o reconhecimento de que essa manobra, em determinados contextos, poderia tornar-se um exercício artificial, distante das verdadeiras demandas que os motoristas enfrentam nas vias urbanas. A baliza continuará a ser avaliada, mas apenas no final do percurso, em um contexto que se aproxima mais da dinâmica real de estacionamento.
A nova avaliação se concentrará em aspectos como a capacidade de leitura do trânsito, tomada de decisões e interação com outros veículos e pedestres. Segundo as diretrizes, o objetivo é promover um teste que valorize a direção responsável em ambientes de tráfego, ao invés de exigir a repetição de movimentos mecânicos que pouco contribuem para a segurança viária.
Outras mudanças relevantes incluem a permissão para que a prova prática seja realizada com veículos automáticos, desde que estes estejam em conformidade com a legislação de trânsito. O estacionamento, embora não mais como elemento central eliminatório, ainda é parte integral da prova.
Com relação às reprovações, agora o critério de avaliação é mais flexível. As faltas deixaram de ser eliminatórias automáticas, sendo consideradas apenas infrações de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro. Os candidatos são avaliados em função de um limite máximo de dez pontos, que são atribuídos conforme a gravidade das infrações cometidas durante o percurso.
Essas reformulações foram introduzidas com o intuito de tornar o processo de habilitação mais inclusivo e menos burocrático. Historicamente, o sistema apresentava barreiras que afastavam muitos motoristas do processo formal de habilitação, contribuindo para um número significativo de condutores sem autorização.
Além disso, a implementação das novas diretrizes é supervisionada, e casos de desvio das normas podem resultar em sanções administrativas contra os Departamentos de Trânsito (Detrans). A intenção é assegurar que todos os estados sigam as orientações estabelecidas, garantindo uma padronização eficiente nessa questão vital para a segurança nas estradas.
O Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, agora disponível, delineia todos os procedimentos necessários e as expectativas em torno das avaliações de direção no país.
Com informações e Fotos do Ministério dos Transportes












