Uma nova cartilha tem sido desenvolvida com o intuito de promover a saúde e o bem-estar da população negra, especificamente focada na prevenção do câncer. Esta publicação é o resultado de um esforço conjunto que busca integrar conhecimentos tradicionais, muitas vezes oriundos dos terreiros de religiões de matriz africana, com as informações científicas modernas sobre a doença. A iniciativa visa valorizar a ancestralidade e as práticas comunitárias, oferecendo um recurso que pode ser de grande ajuda no combate a essa enfermidade.
O câncer é uma das principais causas de morte no Brasil, e as mulheres negras enfrentam uma série de desigualdades que as tornam ainda mais vulneráveis a essa doença. Segundo dados, a incidência e a mortalidade por câncer são significativamente mais altas nessa população em comparação à média geral. Diante desse cenário alarmante, a cartilha propõe um espaço de diálogo que une saberes populares e conhecimento científico, ressaltando a importância de medidas de prevenção que considerem a realidade social e cultural das comunidades.
O material traz orientações sobre como identificar os primeiros sinais da doença e enfatiza a importância do diagnóstico precoce, além de envolver práticas de autocuidado. Nele, também são incluídas dicas de alimentação saudável e a relevância da atividade física, que podem contribuir para a redução do risco de desenvolvimento de câncer.
Além disso, a cartilha reconhece a relevância dos terreiros como locais de troca de saberes e de apoio emocional. Este ambiente muitas vezes funciona como um espaço seguro, onde as mulheres podem conversar sobre suas angústias e buscar orientação sobre sua saúde. Assim, a cartilha procura valorizar a sabedoria coletiva e as práticas de cuidado que fazem parte da cultura afro-brasileira.
Ao unir esses aspectos, a cartilha não apenas informa, mas também empodera a população negra, fomentando uma consciência crítica e proativa no enfrentamento do câncer. Essa abordagem interdisciplinar é essencial para que se construa um modelo de prevenção mais inclusivo e eficiente, refletindo a rica diversidade cultural do Brasil. Através desse material, espera-se não apenas aumentar o conhecimento sobre a doença, mas também fortalecer o sentimento de comunidade e a valorização da identidade cultural na luta pela saúde.
Com informações da EBC
Fotos: / EBC












