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Mulheres de 45 a 64 anos predominam no mercado de cannabis medicinal no Brasil

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Nos últimos anos, o cenário do uso de cannabis medicinal no Brasil tem passado por significativas mudanças, especialmente em relação ao perfil dos usuários. Um estudo recente indica que as mulheres entre 45 e 64 anos estão emergindo como as principais consumidoras desse tipo de produto no país. Esse fenômeno reflete uma série de fatores sociais e culturais que têm contribuído para uma maior aceitação e busca por alternativas terapêuticas.

Tradicionalmente, o uso de cannabis medicinal era visto com certo estigma, porém, com o aumento das pesquisas sobre seus potenciais benefícios, especialmente em áreas como o tratamento da dor crônica, ansiedade e outras condições de saúde, a demanda por esse tipo de terapia cresceu consideravelmente. As mulheres nessa faixa etária, muitas vezes enfrentando questões de saúde ligadas à menopausa e outras mudanças naturais do envelhecimento, têm se mostrado mais abertas a explorar essas novas possibilidades.

Além disso, o crescimento do movimento pela legalização e pela desmistificação do uso da cannabis tem proporcionado um ambiente mais favorável para que essas mulheres se informem e busquem produtos que atendam suas necessidades. A iluminação sobre a eficácia de tratamentos alternativos tem gerado um interesse crescente pela cannabis, que é vista não apenas como um remédio, mas como uma opção viável de qualidade de vida.

A busca por informações e a participação em comunidades de suporte têm sido fundamentais para este público feminino. Muitas mulheres têm compartilhado suas experiências, criando uma rede de apoio que permite a troca de informações sobre dosagens, efeitos e resultados alcançados. Isso não apenas fortalece a confiança entre as usuárias, como também ajuda a dissipar mitos e preconceitos que ainda perduram.

Em suma, as mulheres de 45 a 64 anos estão liderando a nova era da cannabis medicinal no Brasil, e isso representa uma mudança não apenas no mercado, mas também nos paradigmas culturais relacionados ao uso de substâncias que antes eram vistas de forma negativa. O futuro parece mais promissor, e a aceitação desta prática tende a crescer cada vez mais.

Com informações da EBC
Fotos: / EBC

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