Recentemente, o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, propôs uma interessante tese que pode vir a ser julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo o fenômeno do “deep fake”. Essa tecnologia é utilizada para criar vídeos falsos, nos quais pessoas reais aparecem dizendo ou fazendo coisas que nunca fizeram.
Mendonça argumenta que o uso de “deep fake” durante o período eleitoral pode configurar abuso de poder econômico e interfere diretamente na lisura do processo democrático. Ele alerta para o impacto negativo que a disseminação desses vídeos falsos pode ter na opinião pública e, consequentemente, nas eleições.
A proposta do ministro é que, em casos de comprovação do uso de “deep fake” com o intuito de prejudicar candidatos durante a campanha eleitoral, as candidaturas responsáveis pela produção ou divulgação desses vídeos sejam impugnadas. Essa medida visa proteger a transparência e a legitimidade das eleições, garantindo que os eleitores não sejam manipulados por informações falsas.
Além disso, Mendonça destaca a necessidade de aprimoramento da legislação eleitoral para incluir dispositivos que combatam efetivamente a disseminação de notícias falsas e a manipulação da opinião pública por meio de tecnologias como o “deep fake”. Ele ressalta a importância de se estabelecer limites claros e punições rigorosas para quem utilizar essas ferramentas de forma indevida.
Diante desse cenário, é fundamental que o TSE e demais órgãos competentes estejam atentos ao avanço das tecnologias de manipulação de conteúdo, a fim de garantir a integridade do processo eleitoral e a legitimidade da vontade popular. A proposta de Mendonça representa um passo importante na busca por soluções que protejam a democracia e evitem a manipulação do debate político.
Com informações da EBC
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