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Ministro defende diálogo sobre redução da jornada de trabalho e afasta mudanças na escala

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Recentemente, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, trouxe à tona um debate crítico sobre a jornada de trabalho no Brasil, destacando que existem dois temas distintos a serem considerados: a proposta de redução da carga horária semanal e a estrutura das escalas de trabalho, como o modelo 6×1. Durante sua entrevista, Marinho esclareceu que, neste momento, a reavaliação das escalas não é uma prioridade, enfatizando que a discussão deve focar na redução da carga horária semanal.

Essa diferenciação é essencial, segundo a Abrasel, pois proporciona um diálogo mais produtivo e evita confusões. Marinho sublinhou a importância de tratar o assunto com responsabilidade e fundamentação, afastando a ideia de que a questão pode ser reduzida a uma rivalidade ideológica, como um “Fla-Flu”. O ministro defende que a questão precisa de um debate abrangente, que inclua a participação de diferentes setores da economia.

A redução da jornada de trabalho é uma questão que deve ser discutida de maneira estruturada, especialmente considerando seu potencial impacto sobre segmentos que dependem fortemente da mão de obra, como restaurantes e bares. A Abrasel observa que é crucial que a sociedade esteja ciente dos custos e das implicações de uma possível mudança, permitindo escolhas bem informadas que afetem emprego, renda e competitividade.

Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, reforçou que a discussão deve ser equilibrada e metódica. Ele destacou que proteger os trabalhadores mais vulneráveis, garantir legalidade e manter a competitividade das pequenas empresas são essenciais, uma vez que essas entidades têm menos capacidade de absorver aumentos de custos sem consequências negativas em preços ou empregos.

Outro ponto levantado foi a importância de investir na capacitação profissional e na modernização dos processos de trabalho, fatores que contribuem para o aumento da produtividade. O ministro também indicou que a discussão sobre a redução da jornada deverá ser abordada por meio de um projeto de lei, em vez de medidas de urgência. Isso sugere um espaço propício para um debate mais técnico e alinhado com as realidades de cada setor específico.

Diante disso, o momento atual é visto como uma oportunidade para a sociedade entender melhor as ramificações de sua escolha, buscando um progresso que não comprometa o emprego e o empreendedorismo. As declarações do ministro apontam para a necessidade de um diálogo mais racional e construtivo, essencial para o desenvolvimento do setor econômico no país.

Com informações e fotos da Abrasel/BR

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