O Ministério da Saúde anunciou recentemente a decisão de não incorporar a vacina contra o herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina, que visa prevenir essa infecção viral caracterizada por erupções cutâneas dolorosas, é especialmente recomendada para pessoas acima de 50 anos, uma vez que a incidência do herpes-zóster aumenta consideravelmente com o avanço da idade.
A análise feita pelo governo levou em consideração diversos fatores, incluindo dados sobre segurança, eficácia e impacto econômico da vacina. Apesar de a vacina ter demonstrado resultados positivos em estudos clínicos, o ministério concluiu que, no contexto atual, não seria viável sua inclusão no calendário vacinal do SUS. Isso porque, segundo a pasta, ainda há um debate em curso sobre a relação custo-benefício da imunização em larga escala, especialmente considerando a realidade orçamentária e as prioridades de saúde pública do país.
Organizações de saúde e profissionais da área expressaram preocupações diante dessa decisão, argumentando que a vacina poderia ajudar a reduzir a carga de doenças nas populações mais vulneráveis e que a prevenção é sempre uma estratégia mais econômica do que o tratamento. O herpes-zóster, que é causado pelo mesmo vírus da varicela, pode provocar complicações sérias, como neuralgia pós-herpética, que gera dor persistente em algumas pessoas mesmo após a erupção cutânea ter cicatrizado.
Para muitos especialistas, a inclusão da vacina no SUS representaria um avanço significativo na saúde pública, contribuindo para uma redução no número de casos e melhorando a qualidade de vida dos idosos. Além disso, a vacinação é uma medida importante para a proteção individual e coletiva, especialmente em uma época em que a preocupação com doenças infecciosas é cada vez mais latente.
Enquanto isso, pacientes e profissinais da saúde continuarão acompanhando essa discussão, esperando que novos estudos e evidências possam levar a uma reconsideração sobre a incorporação da vacina no futuro, em um esforço para promover a saúde e bem-estar da população.
Com informações da EBC
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