logo_mco_2023_200X75
logo_mco_120X45

Publicidade

Publicidade

Luta indígena contra marco temporal em aldeamento do estado enfrenta desafios políticos e jurídicos

COMPARTILHE

A luta indígena enfrenta um grande desafio no Brasil: o Marco Temporal. Essa questão tem sido um dos principais temas de debate e mobilização de povos indígenas e ativistas de direitos humanos no país. O Marco Temporal é uma tese jurídica que defende que os povos indígenas só teriam direito às terras que estavam em sua posse no momento da promulgação da Constituição Federal de 1988. Ou seja, as terras ocupadas por eles depois desse marco temporal não seriam consideradas como parte de seus territórios tradicionais.

Essa tese tem sido fortemente contestada pelos povos indígenas, antropólogos, juristas e organizações da sociedade civil, que argumentam que ela fere os direitos constitucionais dos povos originários e favorece interesses econômicos e políticos em detrimento das comunidades indígenas. Além disso, a implementação do Marco Temporal poderia resultar na perda de territórios já demarcados e habitados por povos indígenas, gerando conflitos e violações de direitos.

Diante desse cenário, os povos indígenas têm lutado incansavelmente para resistir ao avanço do Marco Temporal e garantir o reconhecimento e a demarcação de seus territórios tradicionais. Eles têm promovido mobilizações, manifestações, campanhas de conscientização e ações judiciais para defender seus direitos e proteger suas terras e modos de vida. Além disso, contam com o apoio de organizações da sociedade civil, movimentos sociais e órgãos internacionais, que têm denunciado as violações dos direitos indígenas e pressionado o Estado brasileiro a cumprir suas obrigações constitucionais e garantir a proteção dos povos indígenas.

A luta indígena contra o Marco Temporal é, portanto, uma luta pela garantia dos direitos fundamentais dos povos indígenas, pela preservação da diversidade cultural e ambiental do país e pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária. É um desafio que mobiliza não apenas os povos indígenas, mas todos aqueles que defendem os direitos humanos e a justiça social. É preciso resistir, apoiar e solidarizar-se com essa luta, para que os povos indígenas possam viver em paz em seus territórios ancestrais e contribuir para a construção de um mundo mais justo e sustentável.

Com informações da EBC
Fotos: / EBC

0

LIKE NA MATÉRIA

Publicidade