A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma revisão da decisão que retirou a obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercício da profissão. A entidade alega que a medida pode comprometer a qualidade da informação jornalística no país.
A discussão sobre a necessidade do diploma de jornalista para o exercício da profissão vem sendo debatida há anos no Brasil. Em 2009, o STF decidiu pela não obrigatoriedade do documento, argumentando que a exigência feria o princípio constitucional da liberdade de expressão.
No entanto, a FENAJ acredita que a decisão do STF pode abrir espaço para a atuação de pessoas despreparadas e sem formação na área jornalística, o que poderia comprometer a qualidade e a veracidade das informações veiculadas pelos veículos de comunicação.
Além disso, a entidade destaca a importância do diploma de jornalista como uma garantia de qualificação profissional, ética e responsabilidade na prática jornalística. Para a FENAJ, a formação acadêmica sólida é fundamental para garantir um jornalismo de qualidade e comprometido com a verdade dos fatos.
Diante disso, a FENAJ apresentou ao STF um pedido de reconsideração da decisão que desobriga o diploma de jornalista para o exercício da profissão. A entidade argumenta que a medida é fundamental para preservar a essência e a credibilidade do jornalismo brasileiro, assegurando que apenas profissionais capacitados e éticos atuem na produção e na divulgação das notícias.
A decisão do STF sobre este caso é aguardada com expectativa pela FENAJ e por toda a classe jornalística do país, que acompanha atentamente os desdobramentos deste debate sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista.
Com informações da EBC
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