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Especialista compara sistema de segurança pública atual ao da ditadura militar no Brasil

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Nos últimos anos, as discussões em torno da segurança pública no Brasil têm ganhado novos contornos, especialmente quando se considera a continuidade de práticas que remontam ao período da ditadura militar. Especialistas e críticos do sistema vigente destacam que muitos dos métodos adotados atualmente em operações de polícia e segurança seguem diretrizes que foram utilizadas para o controle social na era autoritária.

A comparação entre os dois períodos não é feita de forma leviana; conforme apontam os estudos, a estrutura do aparato policial, bem como as políticas implementadas, muitas vezes ressoam com a lógica repressiva da ditadura. O uso excessivo da força, a desproteção dos direitos individuais e a criminalização de certas camadas da população indicam que, em vez de um progresso em direção a uma segurança cidadã, o país pode estar retrocedendo.

Os especialistas sugerem que essa dinâmica alimenta um ciclo de violência que impacta tanto a população em geral quanto os próprios agentes de segurança, criando um ambiente de medo e desconfiança. Em vez de construir um verdadeiro sistema de segurança que priorize a proteção da vida e a promoção da justiça social, o que se observa é uma clara ênfase na repressão.

Ainda, a falta de investimento em medidas efetivas de prevenção da criminalidade e a ausência de um diálogo aberto com a sociedade civil para a construção de políticas de segurança mais justas evidenciam uma abordagem que ignora as lições do passado. A história ensina que soluções baseadas exclusivamente na força não são sustentáveis e tendem a gerar mais problemas do que resolvem.

A urgência por reformas abrangentes que integrem direitos humanos e garantias fundamentais nas ações de segurança pública é evidente. A proteção dos cidadãos não pode ser alcançada através da violência, mas sim através de abordagens que promova a inclusão, o diálogo e a construção coletiva de um futuro mais seguro. Um debate amplo e com a participação ativa da sociedade é essencial para que o Brasil caminhe em direção a um modelo de segurança que realmente respeite e proteja os direitos de todos, aprendendo com os erros do passado.

Com informações da EBC
Fotos: / EBC

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