O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se hoje, em mais uma reunião para definir a taxa básica de juros, a Selic. A expectativa do mercado é que o Copom aumente a Selic em 1 ponto percentual, passando dos atuais 9,25% ao ano para 10,25% ao ano.
Essa decisão do Copom ocorre em um momento de alta da inflação e instabilidade econômica no Brasil. A escalada dos preços tem preocupado os economistas, que veem na elevação da Selic uma forma de conter a alta dos preços e controlar a inflação.
No entanto, o aumento da taxa de juros também pode impactar negativamente o consumo e o investimento, prejudicando a recuperação da economia. Com juros mais altos, os custos de financiamento aumentam, o que pode desestimular o consumo das famílias e os investimentos das empresas.
Além disso, o aumento da Selic também pode afetar negativamente a bolsa de valores e o mercado de renda fixa, levando a uma realocação de recursos por parte dos investidores em busca de maiores retornos. Isso pode gerar instabilidade nos mercados financeiros e dificultar a retomada do crescimento econômico.
Por outro lado, a elevação da Selic pode ser vista como uma forma de trazer mais segurança para os investidores, uma vez que juros mais altos garantem uma maior rentabilidade para quem investe em títulos do governo e em renda fixa.
Diante desse cenário, a decisão do Copom será fundamental para definir os rumos da economia nos próximos meses. Resta aguardar o comunicado oficial do Banco Central para saber os argumentos que levaram à decisão de elevar a Selic e quais serão os próximos passos da política monetária no Brasil.
Com informações da EBC
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