Em um importante avanço para a economia regional, o Banco do Nordeste (BNB) anunciou um montante recorde de R$ 60,9 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) disponível para 2027. Este valor representa o maior já registrado na história do programa e está designado para apoiar projetos em diversas áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), abrangendo todos os estados do Nordeste, além de 249 municípios de Minas Gerais e 31 do Espírito Santo.
Os recursos do FNE destinam-se a fomentar projetos que estimulem a criação de empregos, incremento de renda, modernização industrial, expansão de cadeias produtivas e construção de novos empreendimentos. Além disso, são essenciais para financiar infraestruturas capazes de atrair investimentos adicionais. Comparando com 2026, o montante disponível para 2027 revela um incremento significativo de 15,9%, destacando a confiança e o compromisso contínuo com o desenvolvimento da região.
Paulo Câmara, presidente do BNB, ao lado de figuras chave como Francisco Alexandre, superintendente da Sudene, e Eduardo Tavares, secretário Nacional de Fundos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), destacou o papel vital do FNE como catalisador econômico do Nordeste. De acordo com Câmara, o fundo não só representa uma injeção financeira estratégica, mas também aumenta a competitividade da região em diversos setores produtivos.
Dados fornecidos pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) indicam os efeitos positivos do FNE em 2025, incluindo um impacto de R$ 33,2 bilhões no Valor Bruto da Produção, R$ 15,2 bilhões adicionados à economia, R$ 6,3 bilhões em massa salarial e R$ 1,6 bilhão em arrecadação tributária. Estes números destacam a eficácia e a amplitude do fundo no fortalecimento da economia regional.
O BNB mantém um compromisso em priorizar o crédito para micro e pequenas empresas, com pelo menos 62% dos recursos do FNE voltados para este setor em 2027, totalizando mais de R$ 37,8 bilhões. Este enfoque é parte integrante de uma política que visa garantir apoio financeiro a empreendimentos menores, tanto urbanos quanto rurais, maximizando o alcance e o impacto econômico positivo do fundo.
José Aldemir Freire, diretor de Planejamento do BNB, enfatiza que a aplicação deste fundo obedece a critérios específicos estipulados pelo Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), assegurando uma distribuição equitativa entre estados, variando de 5% a 30%. Além disso, estabelece um limite de 35% para o investimento em infraestrutura.
Nos próximos passos, reuniões setoriais nos estados serão realizadas ao longo de setembro para refinar o Plano de Aplicação dos Recursos do FNE 2027. A versão final deste plano será validada até dezembro pelo Condel, entrando em vigor em janeiro de 2027. A execução do planejamento será monitorada conjuntamente por BNB, Sudene e MIDR, assegurando uma aplicação eficaz dos recursos para o desenvolvimento regional.
Com informações do Banco do Nordeste – BNB
Fotos: BNB













