Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que, embora as coberturas vacinais tenham aumentado desde 2022, 11 das 13 vacinas voltadas para crianças menores de 5 anos ainda não alcançam as metas estabelecidas. Publicado em 7 de janeiro, o relatório analisa as coberturas vacinais de rotina no Brasil de 2010 a 2024.
Em 2024, a média geral de cobertura alcançou 87,6%, com apenas a vacina BCG e a primeira dose da Tríplice Viral (SRC) atingindo as metas. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destaca o papel crucial dos Municípios na implementação de políticas de saúde, garantindo um acesso efetivo aos serviços de vacinação. Para ele, a busca ativa por não vacinados e a atualização do cartão vacinal são fundamentais, reiterando a importância da cooperação entre as esferas de governo e a necessidade de garantir a contínua disponibilidade de vacinas, já que os desabastecimentos em 2025 poderiam prejudicar esse avanço.
No entanto, Ziulkoski expressa preocupação com a baixa cobertura de vacinas como a da Poliomielite e Hepatite B, que não atingem suas metas desde 2016 e 2014, respectivamente. Outras vacinas, como Penta, Pneumocócica e Rotavírus, também apresentam desafios significativos ao longo do tempo.
A CNM enfatiza a necessidade de um esforço colaborativo entre União, Estados e Municípios. Entre as soluções propostas estão a garantia de vacinas de forma contínua, a modernização do Sistema de Informação do PNI (SI-PNI), o aumento de recursos federais para a vigilância em saúde e a realização de campanhas de conscientização permanentes.













