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Equipe de cientistas desenvolve novas receitas para aproveitar integralmente abóbora e inhame.

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Pesquisadores desenvolvem novas receitas para aproveitamento integral de alimentos e geração de renda

Um grupo multidisciplinar de pesquisadores, liderado pelo Laboratório de Gastronomia do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) em parceria com a Embrapa Alimentos e Territórios (AL) e o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), vem desenvolvendo novas receitas que visam reduzir o desperdício de alimentos e proporcionar novas fontes de renda para agricultores familiares do estado de Alagoas.

O intuito da pesquisa é resgatar culturas tradicionais e avaliar seu desempenho no campo, promovendo a diversificação do cardápio com receitas inovadoras que utilizam partes dos alimentos que geralmente são descartadas, como as cascas, sementes e talos de abóbora e inhame. Através da incorporação de ingredientes como limão, maçã e gengibre, os pesquisadores conseguiram desenvolver sucos, bolos, pães, bolinhos, empadinhas, panquecas, biscoitos e chips de inhame e abóbora, ampliando ainda mais as possibilidades de aproveitamento dos alimentos.

O inhame, também conhecido como cará, é destacado pelos pesquisadores como uma fonte rica em fibras e vitaminas, como A, C, E e do complexo B, além de minerais como potássio, ferro e cálcio. Já a abóbora, além de ser fonte de fibras e sais minerais como manganês e potássio, é rica em vitaminas C e A, e baixa em calorias, sendo de fácil digestão e nutritiva.

Os pesquisadores também ressaltam a importância da conservação das variedades tradicionais de inhame e abóbora, bem como a necessidade de promover a rotação de culturas para melhorar a qualidade do solo e diminuir a presença de pragas. Através de oficinas técnicas e gastronômicas realizadas em diversas comunidades de agricultores em Alagoas, os pesquisadores buscam disseminar o conhecimento adquirido e incentivar a produção, o consumo e a comercialização desses alimentos de forma sustentável.

O projeto está alinhado com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, principalmente aqueles relacionados à erradicação da pobreza e da fome, da saúde, da redução de desigualdades, do consumo e produção responsáveis e do desenvolvimento sustentável. Através da valorização das variedades tradicionais, do fortalecimento do uso de germoplasma local e da manutenção da variabilidade genética, os pesquisadores esperam contribuir para a segurança alimentar e o desenvolvimento das famílias da região nordestina.

Com a criação de novas receitas e a capacitação dos agricultores na produção e comercialização desses alimentos, o projeto busca não só promover a diversificação do cardápio, mas também gerar uma nutrição mais completa, reduzir o desperdício de alimentos e estimular a economia local. Através do resgate das variedades tradicionais e do incentivo ao uso integral dos tubérculos, os pesquisadores esperam contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar e para a promoção de um modelo de produção sustentável e inclusivo.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Elias Rodrigues / Embrapa

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