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Embrapa recomenda novos porta-enxertos para citricultura do limão na Amazônia, aumentando produtividade e sustentabilidade.

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A Embrapa realizou um estudo inovador que resultou na primeira recomendação de porta-enxertos para a cultura do limão na Amazônia. Essas novas variedades são garantia de sanidade, produtividade e menor custo de produção, trazendo benefícios significativos para os produtores da região. A diversificação de porta-enxertos é fundamental para aumentar a produtividade, a segurança e a longevidade dos pomares, o que pode impulsionar a citricultura na Amazônia.

O Pará se destaca como o terceiro maior produtor nacional de limão e o segundo em média de produtividade. Sua proximidade com a Europa facilita a exportação dos frutos, trazendo oportunidades para o mercado internacional. Além disso, a cultura do limão tem contribuído para incrementar a renda de pequenos produtores no Acre, demonstrando o potencial econômico da citricultura na região.

A pesquisa da Embrapa recomenda a seleção precoce de porta-enxertos para pomares de limeira-ácida tahiti, também conhecida como limão taiti. Após cinco anos de estudos, foram identificados sete genótipos de porta-enxertos da Embrapa com alto desempenho, como o Sunki Tropical, BRS O S Passos e Citrandarin Indio. Essas recomendações foram feitas com base em critérios como produtividade, estabilidade e adaptabilidade, visando melhorar a qualidade e a eficiência dos pomares.

O pesquisador Fábio de Lima Gurgel, da Embrapa Amazônia Oriental, ressalta a importância da citricultura na região, especialmente no Pará, que tem se firmado como um dos maiores produtores do país. A união de condições edafoclimáticas favoráveis, áreas disponíveis e a adoção de boas práticas e tecnologias têm impulsionado o setor, tornando-o cada vez mais relevante no cenário nacional.

A sustentabilidade da cultura do limão na Amazônia está diretamente relacionada à diversificação de porta-enxertos nos pomares. Essa prática, aliada a medidas de manejo como poda e adensamento, contribui para a melhoria da sanidade, produtividade e impacto ambiental da citricultura. Além disso, a região ainda não registra a principal doença que afeta a cultura, o greening, o que a torna ainda mais atrativa para investimentos e crescimento.

Os porta-enxertos recomendados pela Embrapa são essenciais para garantir a sustentabilidade da citricultura na região. A diversificação desses materiais, com suas características próprias e adaptadas ao clima e solo amazônicos, é fundamental para manter a produtividade e a qualidade dos pomares ao longo do tempo.

Nesse sentido, a região do Pará se destaca como um expoente da cultura do limão, com condições edafoclimáticas favoráveis e alta produtividade. A adoção de boas práticas e a pesquisa constante em busca de alternativas mais eficientes e sustentáveis são essenciais para impulsionar a cadeia produtiva do limão e fortalecer a economia da região.

Por fim, a cultura do limão no Acre tem se mostrado uma fonte importante de renda para os extrativistas locais. Com condições climáticas e de solo favoráveis, a região apresenta um potencial significativo para o cultivo do limão taiti. A diversificação de porta-enxertos e a pesquisa científica são fundamentais para garantir a qualidade e a produtividade dos pomares, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das comunidades extrativistas.

Portanto, a recomendação de porta-enxertos para a cultura do limão na Amazônia é um marco importante para o setor citrícola da região. Com a adoção dessas variedades, os produtores poderão colher frutos mais saudáveis, produtivos e sustentáveis, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento da citricultura na Amazônia.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Vinícius Braga / Embrapa

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