O Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), em colaboração com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Polícia Civil de Boa Esperança, realizou recentemente a Operação Defense, nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2026. O foco dessa ação foi coibir um esquema ilegal de importação, fabricação, manipulação e comercialização de agrotóxicos por estabelecimentos não autorizados.
A operação teve o suporte da Seção de Inovação Tecnológica da Superintendência de Inteligência Integrada da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, além de contar com a colaboração do Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (CIISPA) e do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo. Esse esforço conjunto demonstra a seriedade com que esses instituições abordam a questão da segurança agropecuária.
Durante a ação, cerca de 17 toneladas de agrotóxicos e fertilizantes irregulares foram apreendidas, além de outros produtos não identificados que estavam armazenados de maneira insegura em um galpão onde eram realizados processos clandestinos de manipulação e fracionamento. A falta de identificação adequada de vários produtos, bem como rótulos em línguas estrangeiras que não correspondiam à tradução exibida, foram algumas das irregularidades encontradas, sugerindo uma tentativa de eludir os protocolos exigidos na importação.
Além disso, os produtos eram vendidos sem atender aos requisitos básicos estabelecidos pela legislação, como a ausência de receituário agronômico e bula. Essa situação representa um sério risco, uma vez que inclui substâncias cujos usos foram previamente restritos no Brasil.
Análises realizadas no local, utilizando um espectrômetro de infravermelho portátil, indicaram a presença de diversos princípios ativos, como benzoato de emamectina, fipronil, e metsulfuron, entre outros. O custo estimado dos produtos apreendidos superou 3 milhões de reais.
É importante ressaltar que a introdução, fabricação e comercialização de agrotóxicos de forma irregular não apenas configuram infrações administrativas, mas podem também ser considerados crimes contra a saúde pública e o meio ambiente. Os responsáveis pela atividade ilícita foram levados à delegacia da Polícia Civil de Boa Esperança para os procedimentos cabíveis.
Essas operações especiais visam proteger os ativos agropecuários do Brasil, assegurar a saúde da população e do meio ambiente, além de evitar concorrência desleal no mercado de insumos agrícolas. Com isso, busca-se garantir que os produtores rurais tenham acesso a produtos seguros e de qualidade.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária













