Em um contexto de superação de desafios, a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) observou avanços significativos em várias frentes durante o ano de 2025. O setor agropecuário brasileiro se beneficiou com um aumento notável de investimentos, que incluíram crédito rural, financiamento privado, comercialização efetiva e aprimoramento em inteligência econômica.
O Plano Safra 2025/2026, considerado o maior programa de apoio agrícola do Mapa, disponibilizou um montante recorde de R$ 516 bilhões em crédito rural. Essa quantia é dividida entre R$ 189 bilhões em recursos controlados e R$ 327 bilhões em recursos livres, que podem ser direcionados conforme a necessidade do setor. Com um aumento de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior, o plano foi estruturado para garantir previsibilidade e atender às demandas de financiamento, sempre alinhado às perspectivas de sustentabilidade e gestão de riscos.
Um dos elementos fundamentais deste plano foi a incorporação das Cédulas de Produto Rural (CPRs), que se tornaram uma ferramenta vital para o financiamento rural. Somente em 2025, o estoque de CPRs atingiu R$ 548 bilhões, representando um crescimento de 90% em relação a 2023. Além disso, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) também mostraram um crescimento robusto, alcançando R$ 605,9 bilhões.
O ano de 2025 trouxe mudanças importantes no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que agora se tornou obrigatório para operações acima de R$ 200 mil no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Essa norma visa garantir que o crédito seja liberado apenas em períodos e locais adequados, contribuindo para uma produção mais sustentável.
Outra área de avanço foi o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que recebeu uma injeção de R$ 482 milhões, resultando na contratação de 47 mil apólices que beneficiaram cerca de 37 mil produtores. Isso assegurou a cobertura de 2 milhões de hectares, com um valor segurado total de R$ 13 bilhões.
Além disso, políticas de comercialização foram fortalecidas. O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) também apresentou resultados positivos, com R$ 7,187 bilhões disponíveis para o financiamento do setor cafeeiro, distribuídos em diferentes linhas de crédito.
No entanto, os desafios climáticos persistem. Para mitigar esses riscos, foram desenvolvidas novas linhas de renegociação de dívidas, especialmente para cooperativas no Rio Grande do Sul, visando a continuidade da produção e a manutenção da capacidade de investimento no setor.
Por fim, as Câmaras Setoriais e Temáticas continuaram seus trabalhos de forma intensa, promovendo o diálogo entre os diversos segmentos do setor agropecuário. Ao longo do ano, foram realizadas 157 reuniões, onde se discutiram temas como preços de mercado, sustentabilidade e comércio exterior. As ações resultantes dessas discussões refletem o esforço coletivo em garantir um futuro mais robusto e sustentável para o agronegócio brasileiro.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária













