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Exportações do agronegócio brasileiro alcançam US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026, apesar de queda nos preços

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As exportações do setor agropecuário brasileiro em janeiro de 2026 totalizaram aproximadamente US$ 10,8 bilhões, refletindo uma queda de 2,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Este resultado, embora menor em termos financeiros, foi apoiado por um aumento no volume exportado de 7%, o que denota um crescente acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais. A diminuição do preço médio das commodities, que caiu 8,6%, foi um dos fatores que contribuiu para essa redução no valor total das exportações. Dados do Índice de Preços de Alimentos da FAO mostram que os preços internacionais das principais commodities também diminuíram em comparação ao mês anterior.

O desempenho do agronegócio correspondeu a 42,8% do total das exportações brasileiras, além de resultar em um superávit de US$ 9,2 bilhões, mesmo com um recuo de 0,4% nas importações, que ficaram em US$ 1,7 bilhão.

Um ponto de interesse foram as exportações direcionadas aos países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que apresentaram um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior. O bloco, que integra mercados importantes como Filipinas, Indonésia e Vietnã, continua a ser um destino estratégico para os produtos brasileiros.

No que diz respeito aos principais compradores, a China se destaca como o maior importador, adquirindo US$ 2,1 bilhões, o que representa 20% do total das exportações. A União Europeia e os Estados Unidos seguem em segundo e terceiro lugares, com compras de US$ 1,7 bilhão e US$ 705 milhões, respectivamente.

Entre os mercados que ampliaram suas compras em janeiro, destacam-se os Emirados Árabes Unidos, com um aumento expressivo de 58,5%, e a Turquia, que teve um incremento de 72,18%. Outros países que também ampliaram suas aquisições incluem Irã, Iémen e Japão, refletindo uma diversificação nas relações comerciais.

Os setores que mais se destacaram nas exportações foram carnes, complexo soja e produtos florestais. A carne bovina in natura, com valor de US$ 1,3 bilhão, se revelou como o item com maior exportação, tendo seus embarques para os Estados Unidos aumentado em 93%, o que ressalta o potencial desse produto no mercado externo.

Além dos produtos tradicionais do agronegócio, itens menos convencionais também alcançaram marcos significativos. Por exemplo, a glicerina em bruto e o óleo de milho alcançaram recordes históricos tanto em volume quanto em valor. Esses dados mostram a possibilidade de expandir o portfólio e a oferta de novos produtos para o mercado.

Iniciativas voltadas para a promoção do agronegócio, como a abertura de novos mercados e ações de sanidade, têm sido fundamentais para esse desempenho positivo. O país, que obteve reconhecimento importante pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), apto de ser considerado livre de febre aftosa sem vacinação, apresenta um panorama otimista para o futuro das suas exportações.

Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária

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