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Evento em São Paulo discute financiamento sustentável para recuperação ambiental em áreas degradadas

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Na terça-feira (3), São Paulo sediou o evento “Eco Invest: da Estratégia à Implementação”, que reuniu uma variedade de stakeholders, incluindo representantes do governo federal, instituições financeiras, organizações internacionais e activistas da sociedade civil. O encontro foi promovido como parte da Iniciativa de Inovação Financeira para a Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC), um projeto que busca fortalecer a sustentabilidade e a recuperação ambiental na região.

A programação incluiu um painel de alto nível que discutiu o progresso do 2º leilão do Eco Invest Brasil. Entre os participantes estavam representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), além de membros do Fórum Econômico Mundial, que colaboram em diversas iniciativas relacionadas ao tema.

Carlos Augustin, um dos assessores especiais envolvidos no evento, ressaltou a relevância do Eco Invest Brasil como um meio essencial para financiar o programa Caminho Verde Brasil. Ele explicou que o objetivo é a recuperação de áreas degradadas, utilizando taxas de juros acessíveis para maximizar a produtividade. “O financiamento estrangeiro muitas vezes se torna caro por causa da proteção contra a variação cambial, e a promoção da sustentabilidade precisa ser viável financeiramente. O Eco Invest foi criado para enfrentar esse desafio,” comentou.

Além disso, Augustin compartilhou visões sobre a expansão do programa, enfatizando a necessidade de diversificação nas fontes de financiamento. Ele mencionou a importância de buscar soluções inovadoras que incluam pequenos produtores, que frequentemente enfrentam barreiras no acesso a crédito bancário. Um projeto específico voltado para a região da Caatinga, que visa integrar bancos, indústrias e pequenos produtores, foi destacado como uma possível mudança significativa para a área.

Mário Gouvêa, representante do Comitê Executivo do Eco Invest Brasil, enfatizou a magnitude das operações em andamento, que visam apoiar a recuperação das terras degradadas. Gouvêa afirmou que a primeira operação já foi anunciada, e outras estão em fase de estruturação, com o potencial de se tornar o maior programa desse tipo no mundo.

A dimensão inovadora do Eco Invest foi também abordada durante o evento, com o reconhecimento de que o acesso às linhas de crédito não se limita apenas aos produtores rurais, mas se estende a empresas e cooperativas. “Isso amplia o alcance do financiamento e permite um manejo mais eficaz dos recursos,” explicaram as autoridades presentes.

O evento proporcionou uma plataforma valiosa para a troca de ideias entre os diferentes agentes, permitindo uma discussão aprofundada sobre as iniciativas do Eco Invest e do Caminho Verde Brasil. A Tropical Forest Alliance, envolvida no diálogo, expressou o compromisso de apoiar as instituições financeiras em sua missão de converter capital em impactos tangíveis na recuperação ambiental.

Em suma, o Eco Invest Brasil se destaca como um esforço significativo para atrair investimentos sustentáveis voltados para projetos de longo prazo, abordando questões como transição energética, bioeconomia, infraestrutura verde e adaptações às mudanças climáticas. Já o caminho Verde Brasil visa recuperar até 40 milhões de hectares de terra nos próximos dez anos, promovendo uma produção agropecuária sustentável e contribuindo para objetivos globais de segurança alimentar e conservação ambiental.

Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária

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