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Estratégias de Irrigação no Rio Grande do Sul Buscam Combater Impactos das Estiagens Recorrentes

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu recentemente com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em um encontro que teve como foco principal a ampliação da irrigação no estado. O objetivo da conversa foi encontrar soluções para mitigar os impactos das estiagens que têm afetado a agricultura local. Também estiveram presentes na reunião o secretário de Agricultura do estado, Edivilson Brum, e o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes.

Durante a reunião, o governador apresentou o projeto “Irrigação Resiliente no Rio Grande do Sul”, que propõe a ampliação da área irrigada e investimentos em infraestrutura hídrica. Esta proposta destina-se a fortalecer a segurança hídrica e energética, bem como a aumentar a previsibilidade na produção agrícola e a capacidade de adaptação do setor agropecuário a eventos climáticos extremos.

Carlos Fávaro enfatizou a relevância da colaboração entre diferentes instituições para lidar com os desafios impostos pelas mudanças climáticas na agricultura. Ele destacou que a articulação entre forças políticas e entidades representativas é crucial para encontrar medidas eficazes de mitigação. A crise climática, segundo ele, se configurou como um problema econômico que exige uma abordagem estrutural. O Ministério também se comprometeu a fornecer suporte técnico e consultas relevantes para o setor.

A questão do uso racional da água foi um ponto primoroso da discussão. O ministro mencionou experiências positivas com sistemas de irrigação que utilizam águas de aquíferos em diferentes regiões do Brasil, ressaltando que a eficiência no uso da água é vital para o sucesso de qualquer projeto de irrigação.

O governador Leite sustentou que a crise hídrica tem gerado significativos prejuízos econômicos no estado. Entre 2020 e 2025, estima-se que o Rio Grande do Sul perdeu cerca de 48,6 milhões de toneladas de grãos, resultando em uma perda de faturamento de aproximadamente R$ 126,3 bilhões. Os impactos na economia também foram evidentes, com uma redução esperada de R$ 319,2 bilhões no Produto Interno Bruto, o que corresponde a cerca de 49% do PIB estadual em 2023.

Os resultados esperados com a ampliação da irrigação incluem a preservação do potencial produtivo, a diminuição das perdas causadas por quebras de safra, o aumento da produtividade das lavouras e a melhoria da qualidade dos grãos. Além disso, a iniciativa promete reduzir a dependência de cereais importados de outros estados, especialmente na cadeia de proteína animal, promovendo maior estabilidade econômica na região.

O encontro contou ainda com a participação de diversos representantes do governo e lideranças do setor agrícola, que contribuirão para a implementação e sucesso das propostas discutidas.

Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária

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