Em 2016, a Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu o dia 10 de fevereiro como o Dia Mundial das Pulses, com a meta de promover a produção e o consumo desse importante grupo alimentar, que abrange feijões, lentilhas, ervilhas e grão-de-bico. Esses alimentos desempenham um papel essencial na dieta de muitos, especialmente no Brasil, onde o feijão é um componente básico das refeições diárias.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que, para a safra 2025/26, a produção de feijão no Brasil será superior a 3 milhões de toneladas, evidenciando um leve crescimento de 0,5% em comparação com a safra anterior. Essa estabilidade sinaliza não apenas a importância do feijão na alimentação, mas também a consistência na produção agrícola nacional.
No cenário internacional, as exportações brasileiras de pulses tiveram um crescimento significativo de 30% em 2025, totalizando US$ 448,1 milhões. Os feijões secos lideraram as vendas externas, representando mais de 98% do total exportado. Outros produtos também se destacaram, como as ervilhas preparadas, com vendas de US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados, que faturaram cerca de US$ 859,9 mil.
Para que os produtos vegetais possam ser exportados, as empresas envolvidas na produção e manuseio devem atender a rigorosos requisitos higiênico-sanitários estabelecidos nas normativas pertinentes. Isso inclui a observação de normas específicas de segurança alimentar, que são essenciais para garantir a qualidade dos produtos oferecidos internacionalmente.
A emissão do Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal (CSIV) é um elemento-chave nesse processo, pois assegura que os produtos atendam às exigências sanitárias dos países importadores. A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) desempenha um papel vital na supervisão das atividades de fiscalização e inspeção higiênico-sanitária, garantindo que os produtos vegetais estejam em conformidade com as normas exigidas pelos mercados externos.
Além disso, a SDA realiza ações de fiscalização em locais de comercialização e em unidades de beneficiamento de alimentos, coletando amostras para análise da conformidade dos produtos com os padrões oficiais. O feijão é frequentemente o foco dessas inspeções, com atenção especial ao feijão-de-corda e ao feijão-comum, assegurando que os consumidores recebam alimentos de qualidade, seguros e devidamente rotulados.
Essas iniciativas não só promovem a saúde do consumidor, mas também garantem a qualidade e a rastreabilidade dos produtos, essenciais em uma economia globalizada e cada vez mais exigente.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária













