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Brasil Registra Recorde em Agrotóxicos: 912 Produtos Liberados Incluem Inovações e Bioinsumos

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O balanço anual dos registros de agrotóxicos e produtos afins, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apresenta resultados significativos para 2025. Os dados, publicados no Ato nº 63 pela Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA/SDA/Mapa), revelam um marco inédito na liberação de produtos biológicos e avanços na modernização das normas do setor.

No total, foram concedidos 912 registros durante o ano, incluindo um novo ingrediente ativo de origem química, 101 produtos equivalentes ou genéricos e 15 produtos classificados como bioinsumos. Dentre esses, 162 bioinsumos representam o maior número já registrado no país até agora. Os bioinsumos englobam uma variedade de produtos, como formulados biológicos, microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais e reguladores de crescimento, muitos dos quais são adequados para a agricultura orgânica.

A introdução de novos ingredientes ativos é um ponto de destaque para o fortalecimento da defesa fitossanitária e aumento da competitividade no setor agrícola. Esses ativos, que incluem Ipflufenoquina, Fluoxastrobina e outros, oferecem novos modos de ação, contribuem para um manejo integrado mais eficaz e ajudam a evitar a resistência de pragas a tratamentos. Esse diversificado portfólio de soluções fitossanitárias tem o potencial de otimizar o controle de pragas e doenças, estimulando a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico no Brasil.

Apesar do número expressivo de registros, é importante ressaltar que a quantidade de produtos não se traduz diretamente em seu uso efetivo na agricultura. Diversos fatores, como áreas cultivadas, condições climáticas e a pressão ocasionada por pragas, influenciam a demanda por esses insumos. Dados de 2024 indicam que uma parte significativa dos ingredientes ativos registrados não foi comercializada, apontando para uma cautela na adoção de novos produtos.

O processo de registro dos agrotóxicos no Brasil é minucioso, envolvendo análises de diferentes órgãos responsáveis pela saúde humana e ambiental. O Mapa, juntamente com a Anvisa e o Ibama, assegura que cada produto seja avaliado antes da liberação final.

Além disso, o Mapa intensificou suas ações de fiscalização, resultando na suspensão cautelar de vários registros considerados problemáticos e na apreensão de substâncias ilegais. As reformas regulatórias iniciadas em 2023 estão em evolução, com perspectivas de implementar um Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (SISPA) em 2026.

Em resumo, 2025 foi um ano de avanços significativos no registro e na fiscalização de produtos químicos, destacando o Brasil como um líder no desenvolvimento de soluções biológicas e sustentáveis para a agricultura. Os dados refletem um compromisso com inovação e segurança no setor agrícola, que está em constante transformação.

Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária

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