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Brasil e Angola Iniciam Cooperação para Modernização do Setor Agrícola em Encontro em Brasília

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Nesta terça-feira, uma delegação do governo de Angola se reuniu em Brasília com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para discutir o Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola. Esse encontro marca o início de uma série de reuniões técnicas que ocorrerão entre os dias 10 e 12 de março, com o objetivo de estabelecer um modelo de colaboração que vise o desenvolvimento do setor agrícola em Angola.

O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, conduziu a reunião. A iniciativa se propõe a incentivar investimentos privados, a transferência de tecnologia e o compartilhamento de conhecimentos técnicos que possam fortalecer a produção agrícola em Angola. Billi ressaltou a evolução da agropecuária brasileira nas últimas cinco décadas e como essa experiência pode ser benéfica para o crescimento do setor agrícola angolano.

Ele explicou que o Brasil, que antes era um importador líquido de alimentos, se transformou em uma potência exportadora global. O sucesso do país se deve, em grande parte, a avanços científicos na correção de solos, adaptação de cultivares, melhoramento de raças animais e à organização dos produtores em cooperativas, além de políticas públicas eficazes. Ele acredita que essa troca de experiências pode ajudar Angola a superar desafios relacionados ao acesso ao crédito, às garantias financeiras e à segurança jurídica dos investimentos.

Outros membros da delegação destacaram a importância da cooperação agrícola entre os dois países. As semelhanças climáticas e agroecológicas entre o Brasil e Angola criam um ambiente propício para a implementação de projetos produtivos. Mais de 20 produtores rurais brasileiros já demonstraram interesse em investir em Angola.

O secretário de Estado para a Cooperação Internacional de Angola, Domingos Custódio Vieira Lopes, enfatizou o potencial agrícola do país e a importância dessa parceria para modernizar o setor. Ele afirmou que a colaboração pode promover a transferência de tecnologia, capacitação de pessoal, desenvolvimento de cadeias produtivas e geração de empregos no meio rural, contribuindo assim para a segurança alimentar em Angola.

A proposta do Brasil inclui a disponibilização de áreas agricultáveis, criação de marcos regulatórios que assegurem segurança jurídica, acesso a linhas de crédito e a adoção de sistemas agrícolas sustentáveis. Os compromissos dos produtores brasileiros englobam benefícios para as comunidades locais, como assistência técnica e parcerias com escolas técnicas.

Entre as condições estratégicas discutidas, está a disponibilidade de 20 mil hectares para a produção de grãos e a participação de instituições financeiras locais. As duas delegações continuarão as discussões técnicas nos próximos dias, buscando avançar na consolidação desse programa de cooperação.

Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária

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