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Avanços no cultivo do algodão BRS Rubi destacam potencial do Semiárido em Alagoas.

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O Dia de Campo da Cultura de Algodão, realizado em Santana do Ipanema no dia 4 de outubro, marcou um importante avanço nos testes com a variedade de algodão BRS Rubi, desenvolvida pela Embrapa Algodão, com sede em Campina Grande (PB). Esta variedade se destaca por sua adaptação ao Semiárido, sendo uma alternativa promissora para o cultivo na região.

O BRS Rubi apresenta uma fibra naturalmente marrom-avermelhada, eliminando a necessidade de tingimento convencional, o que representa uma vantagem competitiva para os agricultores da área. Durante o evento, o secretário da Agricultura e Pecuária de Alagoas, Marcelo Melo, enfatizou o potencial do estado para diversificar a produção agrícola, especialmente com a implementação de projetos de infraestrutura hídrica, como o Projeto Gavião, que cria um perímetro irrigado.

Além do algodão, Alagoas também está se destacando na produção de uma variedade de culturas, como cacau, amendoim, açaí e, mais recentemente, café, que têm atraído investimentos e engajado os produtores na busca por alternativas viáveis e sustentáveis.

O Projeto Algodão Agroecológico, que começou em 2005 na Paraíba e se expandiu para todo o Nordeste e Minas Gerais, chega agora a Alagoas em um momento crucial, após décadas em que a cultura do algodão perdeu sua competitividade, especialmente após os problemas causados pelo bicudo-do-algodoeiro nos anos 80. O pesquisador da Embrapa, Marenilson Batista, acredita que a introdução da variedade Rubi pode reverter esse cenário. “Estamos trabalhando para produzir um algodão que não utiliza defensivos, valorizando a produção agroecológica, que já começa a se destacar no mercado”, explicou.

O cultivo experimental em Alagoas está localizado na propriedade do agricultor Everaldo Alves da Rocha, que participou do Dia de Campo. Ele relatou que a introdução do algodão rubi está trazendo bons resultados mesmo em um ano marcado por pouca chuva, destacando a resiliência e produtividade da planta.

Essa nova iniciativa promete não apenas revitalizar a produção de algodão no Sertão alagoano, mas também abrir novos horizontes para os agricultores da região, que buscam formas de diversificar e aumentar a viabilidade econômica de suas lavouras.

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