Alagoas Impulsiona Valorização da Mulher do Campo com Novo Projeto
Nesta quarta-feira (04), a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri) lançou o projeto “Mulheres: Raízes da Resistência”, uma iniciativa voltada para fortalecer o protagonismo das trabalhadoras rurais em Alagoas. O evento contou com a presença do vice-governador Ronaldo Lessa e do secretário Marcelo Melo.
O projeto está alinhado à Política Estadual Alagoas Lilás e incluirá campanhas educativas e rodas de conversa nos municípios, visando conscientizar sobre os direitos das mulheres e disponibilizar informações sobre serviços para aquelas que enfrentam violência. Durante o lançamento, o secretário Melo destacou dados do IBGE que mostram que quase 25% das propriedades agropecuárias em Alagoas são lideradas por mulheres, superando a média nacional de 19%. Apesar deste avanço, os desafios persistem, com um estudo da Comissão Pastoral da Terra revelando que 80% das mulheres rurais já vivenciaram ou presenciaram violência.
“Não é aceitável que quem sustenta a economia do campo enfrente desigualdade e violência. Este projeto é um compromisso com milhares de mulheres que, com coragem e resistência, atuam nas lavouras alagoanas. Queremos que essa iniciativa se torne permanente”, afirmou Melo.
O vice-governador Lessa enfatizou a importância de políticas públicas focadas na inclusão produtiva e no fortalecimento da economia solidária. “As mulheres estão dominando a economia solidária no campo, e isso é fundamental para uma organização social justa e digna”, disse.
O lançamento do projeto foi celebrado por diversas lideranças femininas, incluindo Maria Rita Rosa dos Santos, presidente do Fórum de Combate à Violência Contra a Mulher do Campo, que destacou a importância dessa valorização para as trabalhadoras rurais.
Homenagens também foram prestadas a mulheres que se destacam na luta pelos direitos e na promoção do desenvolvimento rural. Entre as homenageadas, estão Inês Santos da Silva, que lidera iniciativas sociais em Teotônio Vilela; Daiana Oliveira, militante pela reforma agrária; e Raquel Braz do Nascimento, primeira mulher a presidir o Sindicato de Branquinha.
Este projeto representa um passo significativo na luta por equidade de gênero e no fortalecimento das mulheres no campo, reafirmando o compromisso do governo com a promoção de seus direitos e dignidade.












