logo_mco_2023_200X75
logo_mco_120X45

Publicidade

Publicidade

Governo de Alagoas traz 20 estandes e atividades no Centro de Maceió durante Bienal do Livro

COMPARTILHE

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, marcada para ocorrer entre 31 de outubro e 9 de novembro, promete ser um grande encontro de saberes, unindo literatura, cultura e tradições. Com uma programação diversificada que inclui contação de histórias, mesas-redondas, palestras e lançamentos, o evento será um espaço vibrante para a interação entre autores, livreiros e o público.

O Centro de Convenções de Maceió servirá como palco dessa celebração, transformando-se em um espaço que remete a um quilombo, sob a direção da arquiteta Mirna Porto. Este projeto cenográfico visa integrar a tradição afro-brasileira com elementos contemporâneos, refletindo sobre a rica herança cultural que influencia a identidade nacional. Porto afirma que a ambientação busca honrar não apenas a cultura, mas também a natureza dos povos homenageados, sublinhando a relevância da história negra.

Um dos destaques do projeto é o baobá, que será adornado com cordas feitas por artesãs de Feliz Deserto, no litoral sul alagoano. Além de celebrar a habilidade artesanal, essa escolha reforça a mensagem de conscientização ambiental. As folhas dessa árvore ainda servirão como capas de livros do renomado autor alagoano Graciliano Ramos, estabelecendo uma conexão simbólica entre a literatura e as raízes africanas.

Outros elementos cativantes incluem referências à Sankofa, um símbolo africano que incentiva o aprendizado com os erros do passado. Painéis e totens apresentarão o significado das adinkras, representações culturais do grupo étnico Akan, integradas ao espaço, enquanto imagens da Revolução dos Cravos evocarão momentos históricos de luta pela liberdade.

Considerado o maior evento literário de Alagoas, a Bienal é uma realização da Universidade Federal de Alagoas em parceria com o governo estadual. Conectando Brasil e África, o tema deste ano aborda a rica confluência entre os dois, celebrando aspectos como língua, música, dança e culinária. Espera-se atrair mais de 300 mil visitantes ao longo dos dez dias de programação, gerando 1,2 mil empregos temporários e movimentando cerca de R$ 10 milhões em vendas de livros.

Além do impacto econômico, o evento homenageará figuras importantes na cultura afro-brasileira, como Mãe Neide Oyá d’Oxum e Mãe Mirian. Mirna Porto enfatiza que o objetivo da cenografia é criar uma experiência imersiva, transportando os visitantes a um espaço que remete à luta pela liberdade e à revitalização da cultura afro-brasileira, destacando a importância do Quilombo dos Palmares como símbolo de resistência.

Com 140 estandes e mais de 100 lançamentos previstos, a Bienal Internacional do Livro de Alagoas se reafirma como um acontecimento de destaque no calendário cultural brasileira, promovendo a reflexão e celebração das origens que moldam a nossa sociedade.

Com informações e imagens do Governo de Alagoas.

0

LIKE NA MATÉRIA

Publicidade