No dia 26 de agosto de 2025, a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) finalizou um importante treinamento voltado para a vigilância da peste e hantavirose, realizado em Santana do Ipanema. Este evento, que teve início em 18 de agosto, foi possível graças à colaboração do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Secretaria de Saúde do Paraná.
O objetivo principal da capacitação foi fortalecer as habilidades dos profissionais da saúde em áreas críticas como o reconhecimento clínico e laboratorial dessas doenças. Embora o estado não registre casos de peste desde 1973 e nunca tenha notificado casos de hantavirose, a iniciativa foi considerada essencial para alinhar estratégias de prevenção e controle, além de preparar as equipes para possíveis emergências de saúde.
O treinamento contou com a participação de profissionais da Vigilância Epidemiológica, abrangendo técnicos de diversos municípios, incluindo Santana do Ipanema, Arapiraca, Dois Riachos, Cacimbinhas, Girau do Ponciano, Poço das Trincheiras e Estrela de Alagoas. Clarício Bugarim, coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses da Sesau, enfatizou que Alagoas foi selecionado como um estado-piloto para testar uma nova metodologia diagnóstica para a peste no Brasil.
Com uma abordagem prática e teórica, o treinamento promoveu um ambiente de integração entre as equipes, favorecendo a troca de experiências e conhecimentos. O secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, destacou a relevância da formação continuada para garantir que os profissionais da saúde estejam sempre preparados para assegurar a segurança clínica e epidemiológica da população alagoana.
As doenças abordadas, particularmente a hantavirose, têm impacto significativo na saúde pública. Essa infecção viral é provocada pelo hantavírus e pode levar a sintomas graves, como febres, dor de cabeça, dificuldades respiratórias e problemas cardíacos. A transmissão ocorre via excreções de roedores, especialmente ratos silvestres. Quanto à peste, conhecida historicamente como “Peste Negra”, é uma infecção aguda transmitida principalmente pela picada de pulgas infectadas, manifestando-se de diferentes formas como peste bubônica e pneumônica.
Essa ação da Sesau não só demonstra um compromisso com a saúde pública, mas também reflete a importância de estar preparado para enfrentar qualquer eventualidade no campo epidemiológico, garantindo assim a qualidade de vida da população.
Com informações e fotos da Sesau/AL