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Maranhão vence Amazonas em disputa épica e conquista ouro no handebol feminino nos Jogos da Juventude.

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Nos Jogos da Juventude CAIXA 2026, realizados em Foz do Iguaçu, o confronto entre Maranhão e Amazonas no handebol feminino da segunda divisão foi verdadeiramente memorável. As duas equipes mostraram um desempenho digno de destaque em uma partida acirrada, marcada por uma incrível marca de gols e emoção até o último segundo. Após um épico empate de 37 a 37 tanto no tempo regulamentar quanto na prorrogação, a decisão precisou ser levada à disputa dos sete metros. Foi nesse momento crucial que o Maranhão garantiu seu ouro, vencendo por 4 a 3, enquanto ambos os estados conseguiram o acesso à primeira divisão. Na disputa pelo bronze, Minas Gerais triunfou com um placar de 26 a 11.

A partida entre Maranhão e Amazonas foi um espetáculo esportivo intenso, com 74 gols marcados ao longo de 60 minutos, incluindo o tempo extra. Isso resulta em uma média de um gol a cada 48 segundos, registrando o jogo com maior número de gols desta edição dos jogos. Maria Júlia Ribeiro, um dos destaques do time maranhense, expressou a mistura de nervosismo e felicidade em suas declarações. Ela também reconheceu o papel vital das adversárias do Amazonas na criação de uma partida tão memorável.

O Maranhão começou a partida com estratégia agressiva, utilizando a goleira-linha desde o início e liderando a maior parte do jogo, chegando a abrir cinco gols de vantagem no segundo tempo. No entanto, o Amazonas mostrou resiliência, reduzindo a diferença de pontos gradualmente e igualando o placar nos últimos segundos. As amazonenses até tomaram a dianteira durante a prorrogação, mas o jogo permaneceu equilibrado até o final, resultando no empate que levou ao emocionante desempate dos sete metros.

A capitã do Amazonas, Tayane Pontes Melo, destacou o incentivo do técnico da equipe para que o time jogasse com mais unidade e determinação. Essa motivação foi essencial para que o Amazonas mantivesse a competitividade e conquistasse o empate. Para muitas das jogadoras do Maranhão, essa vitória significava mais do que uma medalha de ouro, já que marcava o final de um ciclo de anos e a última participação na competição devido à idade. Maria Júlia, que tem 17 anos e está no limite da faixa etária para participar, descreveu com emoção o significado do handebol para sua vida, ressaltando a importância dos jogos como uma experiência única.

Do outro lado, as atletas do Amazonas veem o handebol não apenas como um esporte, mas também como uma oportunidade de futuro. Tayane, também com 16 anos, já é uma referência para sua equipe em Urucará, uma pequena cidade do interior do Amazonas. Apesar das limitações estruturais e logísticas, a equipe conseguiu se destacar e pela primeira vez alcançou a primeira divisão.

Os Jogos da Juventude CAIXA, realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil, contaram com o apoio da Prefeitura de Foz do Iguaçu, Governo do Paraná e importantes patrocinadores, oferecendo uma plataforma valiosa para jovens talentos de todo o país, que encontram ali um ambiente propício para o crescimento esportivo e pessoal. Para as jogadoras do Amazonas e do Maranhão, a participação neste evento representa uma significativa experiência de vida, cheia de desafios e conquistas que vão além das quadras.

Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: Em uma final emocionante da 2ª divisão do handebol feminino nos Jogos da Juventude CAIXA 2026, Maranhão venceu Amazonas nos tiros de sete metros após empate de 37 a 37 no tempo normal e prorrogação. Com uma partida de tirar o fôlego e cheia de gols, as maranhenses levaram o ouro com vitória por 4 a 3 e garantiram acesso à 1ª divisão. Maria Júlia Ribeiro, destaque do Maranhão, celebrou o esforço conjunto, enquanto Tayane Pontes Melo liderou a equipe do Amazonas com determinação. Foto por Washington Alves / COB. [IG: @washingtonalves50 / @timebrasil]

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