O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira (21) em alta de 1,15%, cotado a R$ 5,09. O dia foi marcado por uma atmosfera de cautela nos mercados internacionais, devido aos receios em relação às variantes do coronavírus e seus impactos na economia global.
No cenário interno, os investidores também permaneceram atentos às incertezas políticas e fiscais, que seguem pesando no ânimo do mercado. A falta de avanços nas discussões sobre o Orçamento de 2022 e as tensões entre os Poderes contribuíram para a manutenção de um clima de instabilidade.
Além disso, as recentes declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre a possibilidade de alta da taxa básica de juros (Selic) nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) também influenciaram o comportamento do mercado cambial. A expectativa de um ciclo de aperto monetário para conter a inflação gerou apreensão entre os investidores.
Por outro lado, o cenário externo também exerceu pressão sobre o câmbio, com o dólar ganhando força frente a outras moedas de países emergentes. A divulgação de indicadores econômicos negativos em algumas potências globais, como a China, aumentou a aversão ao risco e impulsionou a busca pela segurança do dólar.
Diante desse panorama, o real se desvalorizou em relação à moeda norte-americana, refletindo a cautela dos investidores e a conjuntura adversa tanto no âmbito doméstico quanto internacional. A expectativa é que a volatilidade no mercado cambial persista nas próximas sessões, à medida que os agentes econômicos buscam se adequar às incertezas presentes no cenário atual.
Com informações da EBC
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