O Brasil expressa sua preocupação com as restrições impostas pela União Europeia aos produtos de proteína animal brasileiros devido ao uso de antimicrobianos. O Governo brasileiro está em constante contato com a União Europeia e os setores produtivos envolvidos para manter o fluxo comercial.
Desde a decisão da União Europeia em maio de 2026, o Brasil tem mantido um intenso engajamento político e técnico com as autoridades europeias. Apesar da falta de diálogo prévio, o Brasil tem buscado uma solução rápida para o problema através do aprofundamento do intercâmbio técnico e fornecimento de informações adicionais solicitadas.
Para garantir a conformidade dos produtos destinados à exportação, o Brasil implementou medidas necessárias e apresentou documentação relevante para as autoridades europeias, com foco nas cadeias de carne de aves, pescados, carne bovina, ovos e mel. Além disso, concordou com a auditoria solicitada nas cadeias de carne de aves e mel.
O sistema de defesa agropecuária brasileiro é sólido e o Brasil se compromete com a segurança, qualidade e sustentabilidade dos produtos de origem animal. O país é um dos principais fornecedores de proteína animal para o mercado europeu, atendendo aos padrões comunitários.
Caso as negociações não resultem em uma solução satisfatória, o Governo brasileiro se reserva o direito de recorrer aos instrumentos legais para assegurar condições equilibradas de comércio, incluindo medidas de reciprocidade previstas na legislação nacional e nos acordos comerciais vigentes.
O Brasil reafirma seu compromisso em dialogar com a União Europeia de forma transparente, objetiva e fundamentada em critérios científicos para resolver as questões relacionadas às restrições de importação de produtos de proteína animal brasileiros. A expectativa é de que as negociações resultem em uma solução que reconheça as garantias oferecidas pelo Brasil e evite medidas protecionistas que possam prejudicar o comércio bilateral.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária










