O desenvolvimento de um ambiente seguro no esporte é fundamental para alcançar alta performance, uma convicção veementemente reforçada no III Fórum Esporte Seguro, realizado pelo Comitê Olímpico do Brasil no Rio de Janeiro. O evento, realizado no Hotel Hilton Copacabana, reuniu especialistas, atletas e dirigentes em um dia de intensos debates sobre um tema crucial e atual. O ponto central das discussões foi a compreensão de que o desempenho esportivo não começa apenas no treinamento ou na competição, mas sim no ambiente diário em que atletas e profissionais convivem.
Entre os presentes estavam representantes de confederações, treinadores, gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e especialistas, tanto do Brasil quanto do exterior. A meta era refletir sobre como criar espaços que protejam as pessoas, elevando, assim, os resultados esportivos. Segundo Marcos La Porta, presidente do COB, é incoerente acreditar nos valores do esporte sem garantir um ambiente livre de violência. Ele destaca a importância de se criar um meio seguro para que os praticantes de esporte realmente possam viver esses valores.
Joanna Maranhão, ex-nadadora e defensora da proteção no esporte, abriu o evento com seu relato pessoal, destacando a necessidade de enfrentar questões difíceis para transformar a cultura esportiva. Vários painéis durante o dia expandiram esse debate, abordando temas como liderança, poder, prevenção de abusos, saúde mental e boas práticas de gestão.
O evento também visou mostrar que o esporte seguro vai além de um protocolo formal, buscando imergir todos os envolvidos na formação de atletas em uma discussão aprofundada sobre qualidade e rendimento no ambiente esportivo. Sebastian Pereira, Gerente Executivo de Educação e Fomento do COB, destacou que a responsabilidade pela transformação é compartilhada, afirmando que a cultura do esporte seguro precisa ser um esforço conjunto, tanto individual quanto institucional.
Mariany Nonaka, coordenadora da Área de Esporte Seguro do COB, reconheceu que falar sobre violência é complicado, mas essencial. Ela enfatizou que o processo de mudança é longo e gradual, comparando-o ao trabalho de formiguinhas que, passo a passo, ajuda na compreensão e participação na transformação.
O treinador da Confederação Brasileira de Boxe, Mateus Alves, exemplificou a necessidade de autoavaliação, apesar de seu currículo impressionante com oito medalhas olímpicas. Para ele, é fundamental entender que esporte seguro não significa falta de rigor, mas sim a diferenciação entre cobrança saudável e contextos abusivos.
A presidente da Comissão de Atletas do COB, Fernanda Nunes, reforçou que bem-estar e resultados caminham juntos, com evidências científicas apontando que um ambiente positivo propicia melhores performances. As condições tóxicas não prejudicam apenas a ética, mas influenciam diretamente a carreira dos atletas.
O fórum evidenciou que ultrapassamos a fase de conscientização; o desafio agora é transformar conhecimento em prática regular, o que é crucial para a formação de campeões. Segundo Marcos La Porta, o compromisso do COB com um ambiente seguro e propício para o esporte é absoluto, refletindo na estratégia para alcançar a excelência esportiva.
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: III Fórum Esporte Seguro destaca importância de ambientes protegidos para alta performance esportiva no Rio. Especialistas e atletas discutem como segurança e bem-estar são essenciais para resultados. Evento promovido pelo COB reforça que proteção e cultura esportiva caminham juntas. (Foto: COB)










