Formiga, ícone do futebol feminino brasileiro, começou sua trajetória olímpica em Atlanta 1996 como uma jovem promissora de 18 anos, ainda descobrindo a grandiosidade do evento. Vinte anos depois, na Rio 2016, ela não era apenas uma jogadora; era uma líder que inspirava uma geração e atraía multidões para os estádios, ajudando a consolidar o futebol feminino no Brasil. Formiga é a única atleta de futebol a competir em sete edições dos Jogos Olímpicos, personificando a evolução do esporte.
Na estreia do futebol feminino nas Olimpíadas de 1996, Formiga tinha pouca percepção do que significava participar de um evento dessa magnitude. O futebol feminino ainda lutava por reconhecimento, e seu sentimento era de estar apenas jogando um “baba” em Salvador, como ela mesma relembra. Encontrar ídolos como Paula e Hortência na vila olímpica foi um marco para a jovem atleta. Foram anos de luta contra o preconceito e o status de “patinho feio”, uma percepção que ela carregou até a primeira medalha da seleção.
Rio 2016, no entanto, mostrava um cenário transformado. Os estádios lotados eram uma prova do quanto o futebol feminino tinha avançado. A atleta lembra com emoção a atmosfera vibrante vivida, especialmente no Mineirão, comparando-a à energia geralmente associada ao futebol masculino. Apesar de acreditar que aquele seria seu último torneio olímpico, entregou-se completamente, desejando deixar um legado em casa. Mesmo com a eliminação para a Suécia nos pênaltis e a derrota para o Canadá que deixou o Brasil em quarto lugar, Formiga enxerga essa experiência como uma mensagem de esperança.
A transformação da jovem de 18 anos em uma líder respeitada foi um dos aspectos mais emocionantes de sua carreira. Na Rio 2016, ela assumiu a responsabilidade de orientar as novas jogadoras, assim como outras mulheres fizeram por ela no passado. Isso simboliza sua transição de uma promessa em 1996 para um pilar do time.
Refletindo sobre sua trajetória, Formiga enfatiza que não se trata apenas de medalhas, mas da luta contínua de gerações de mulheres para criar oportunidades no esporte. Ela deseja que seu legado inspire novas atletas a não se acomodarem e a buscarem sempre mais, contribuindo para um futuro ainda mais promissor.
Formiga, ao longo de sua notável carreira olímpica, conquistou duas medalhas de prata, tornando-se um dos maiores símbolos da evolução do futebol feminino no Brasil e da luta por mais espaço para as mulheres no esporte.
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: Formiga: do pioneirismo em Atlanta 1996 à liderança na Rio 2016. Única atleta de futebol a disputar sete edições dos Jogos Olímpicos, presenciou a estreia do futebol feminino e, duas décadas depois, liderou uma geração nos estádios lotados do Brasil. Um símbolo da evolução e luta pelo espaço das mulheres no esporte. Fotos: Getty Images e acervo COB.












