O setor têxtil pernambucano experimentou um crescimento notável em 2025, com financiamentos oriundos do Banco do Nordeste (BNB) atingindo a marca de R$ 831 milhões. Este valor representa um aumento de 909% em comparação ao montante obtido em 2024. O recurso foi direcionado para diversas atividades do setor, como a produção de peças de vestuário, comércio de tecidos, tingimento, estamparia, fabricação de acessórios, entre outras.
Hugo Luiz de Queiroz, superintendente do BNB em Pernambuco, destacou que o setor têxtil, historicamente um pilar econômico do estado desde a era do algodão, está investindo intensamente em tecnologias modernas e renovação de suas estruturas. Ele ressalta que a demanda por crédito vem crescendo continuamente nos últimos anos. De 2023 para 2024, o aumento já havia sido de 30%, mas em 2025 o crescimento foi notável, quase chegando aos 1000%. Isso promove investimentos subsequentes e geração de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva.
O principal facilitador desse fluxo de recursos é o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que disponibiliza crédito para capital de giro, modernização, investimentos e até mesmo a construção de novas unidades produtivas. Dentre as opções disponíveis, o FNE Inovação se destaca, financiando a implementação de novos produtos, serviços ou processos, além de consultorias especializadas para avaliar impactos sociais e ambientais.
Santa Cruz do Capibaribe, um dos principais polos têxteis de Pernambuco, impressionou com um aumento de incríveis 2.700% nos financiamentos em 2025. Foram R$ 470 milhões contratados, em contraste com os R$ 16,8 milhões registrados no ano anterior. Esse influxo de capital tem estimulado o surgimento de negócios inovadores na região, como a Entrega+, empresa de tecnologia que desenvolveu o Modall. Esta plataforma, que utiliza inteligência artificial, aprimora a experiência de vendas via WhatsApp, automatizando atendimentos e organizando funis comerciais. Atualmente, a Entrega+ recebe apoio do Banco do Nordeste por meio do Fundo de Investimento em Participações, o FIP Nordeste Capital Semente.
Haim Mesel, gestor do fundo, observa que a nova geração de empreendedores da região cresceu em sintonia com o desenvolvimento do polo têxtil nos últimos 40 anos. Ele próprio conheceu Santa Cruz do Capibaribe na adolescência, e vê com entusiasmo o florescimento de startups que derivam desse contexto histórico. O ambiente, que já foi tema de um documentário em 1986, agora é parte de um dos mais importantes hubs têxteis do país, gerando emprego e movimentando a economia estadual de forma vigorosa.
Com informações do Banco do Nordeste – BNB
Fotos: BNB













