Nos bastidores das competições internacionais, uma engrenagem fundamental opera silenciosamente para assegurar que os atletas concentrem-se apenas em seu desempenho: a área de Planejamento e Gestão Esportiva, ligada à Diretoria de Esportes do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Este departamento desempenha um papel estratégico crítico, coordenando diversas frentes de uma missão para garantir que cada detalhe esteja alinhado com as necessidades específicas de cada modalidade e, naturalmente, dos competidores.
Nos Jogos Sul-americanos da Juventude, previstos para ocorrer no Panamá em 2026, a atuação dos gestores de esportes se destaca pela formação de uma equipe composta por ex-atletas como Gláucia Heier, que representou o nado artístico, Julia Silva do vôlei, Gustavo Cerqueira do pentatlo moderno e a medalhista olímpica de taekwondo Natalia Falavigna. Esses profissionais são essenciais para garantir um suporte completo que abrange desde a fase de classificação até o evento final, englobando a análise de manuais técnicos e o diálogo contínuo com confederações e chefes de equipe.
Conforme exposto por Natalia Falavigna, os gestores esportivos atuam na linha de frente, verificando a adequação dos locais de competição, tempos de deslocamento e características de cada modalidade, assegurando assim que nada falte aos atletas para que eles atinjam o melhor desempenho. Esses gestores permanecem em constante comunicação com os chefes de equipe, antecipando demandas, identificando eventuais desafios e organizando soluções práticas como transporte e infraestrutura, evitando assim que imprevistos comprometam o rendimento esportivo.
Nos Jogos Panamá 2026, este trabalho adquire uma dimensão adicional de importância, já que os atletas têm entre 14 e 19 anos, estando ainda em formação. “Esses jovens podem enfrentar dificuldades simples, como esquecer uma credencial ou uniforme, e por isso, nosso cuidado precisa ser ainda mais detalhado”, destacou Falavigna.
Além de oferecer suporte imediato, a gestão esportiva durante os Jogos Panamá 2026 também desempenha um papel crucial no desenvolvimento futuro. O acompanhamento de jovens talentos permite que o COB identifique potenciais candidatos para futuras delegações adultas, colaborando com as confederações para desenvolver planos de evolução contínua para cada modalidade. Assim, o olhar se volta não apenas para o presente, mas também para o futuro do esporte no país.
O compromisso vai além de coordenar horários de transporte ou supervisionar treinos. “A função do gestor esportivo é também prever o futuro destes atletas nas competições. Observamos como eles podem ser protegidos e cuidados desde já para ter uma trajetória de sucesso no esporte”, enfatiza Natalia.
Gláucia Heier, Gustavo Cerqueira e Natalia Falavigna, com suas experiências como ex-atletas, trazem uma perspectiva valiosa, aplicando no planejamento as lições de disciplina, dedicação e constância, essenciais para proporcionar aos competidores as melhores condições para alcançar os melhores resultados.
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: Nos bastidores dos Jogos Panamá 2026, o COB e seus gestores, incluindo ex-atletas como Natalia Falavigna, garantem o desempenho do Time Brasil. Eles cuidam de logística, acompanham jovens talentos e asseguram que nada falte aos atletas. (Foto: Juliana Ávila/COB)










