No dia 13 de abril de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio de sua Supervisão de Cuidado à Pessoa com Deficiência, organizou uma mesa redonda na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Este evento, realizado em colaboração com o Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Psicologia, buscou fomentar um diálogo profundo sobre o impacto do diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas dimensões sociais da vida dos indivíduos afetados.
O encontro ofereceu uma plataforma para a troca de experiências e o compartilhamento de vivências reais, um componente essencial para o entendimento do autismo, especialmente entre os futuros profissionais da psicologia. Estudantes e professores, como Allure Ishtar, representante do Coletivo Autista da Ufal, e Ulisses Izidoro, professor universitário e especialista em formação de professores, enriqueceram o debate com suas perspectivas únicas. A mesa redonda foi mediada por Daniella Vieira, estudante de Psicologia e membro do PET de Psicologia, que guiou as discussões de maneira organizada e inclusiva.
Samuel Conselheiro, psicólogo da Sesau, destacou a importância da iniciativa em expandir as conversas sobre autonomia das pessoas com TEA durante o Abril Azul, mês dedicado à conscientização sobre o autismo. Segundo ele, é vital que esses diálogos aconteçam em ambientes acadêmicos, preparando os estudantes não apenas para a teoria, mas também para a prática do cuidado psicológico. Com isso, eles se tornarão os profissionais que estarão na linha de frente, oferecendo suporte e assistência a pessoas autistas no futuro.
O foco deste ano na autonomia, um tema central do Abril Azul, foi enfatizado por Samuel, que incentivou discussões sobre práticas atuais em assistência e técnicas de cuidado. Neto Rodrigues, também aluno do PET de Psicologia, complementou a discussão ressaltando a necessidade de ampliar o entendimento sobre o TEA dentro da academia. Para ele, é fundamental que os próprios indivíduos autistas sejam protagonistas na narrativa de suas experiências e vivências.
Rodrigues salientou que a formação acadêmica muitas vezes se concentra apenas no diagnóstico, desconsiderando as nuances da vida dos autistas. Ele defendeu que uma abordagem mais integradora e respeitosa é essencial para garantir que as pessoas com TEA possam expressar suas subjetividades de maneira plena e autêntica. O encontro, portanto, não apenas promoveu uma reflexão sobre teorias, mas também buscou humanizar a discussão em torno do autismo, fortalecendo a comunidade acadêmica em torno do tema.
Com informações e fotos da Sesau/AL












