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“Paciente deixa hospital após ano de internação, emocionando equipe com despedida calorosa”

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Alta Hospitalar e Celebração da Vida: A Emoção de um Paciente que Superou Desafios

Na tarde de 13 de abril de 2026, o Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, situado em Rio Largo, viveu um momento memorável com a alta médica de um paciente que passou quase um ano na Ala de Saúde Mental da instituição. Essa despedida, marcada por forte emoção, exemplificou não apenas a recuperação clínica do homem, mas também o vínculo humano construído ao longo de sua internação.

O paciente chegou ao hospital através de um encaminhamento judicial, seguindo todos os procedimentos legais necessários, e durante sua estada, ele experimentou algo que há muito tempo não conhecia: acolhimento e pertencimento. Sem uma conexão sólida com a sua família, ele encontrou no hospital um ambiente de apoio e proteção, sendo tratado com carinho e empatia, características que foram a base do trabalho da equipe multidisciplinar.

Não se tratou apenas de cuidados médicos; os profissionais do hospital criaram laços profundos com ele. Em um ato simbólico, a equipe organizou uma celebração em fevereiro para marcar seu aniversário. Esse gesto simples, mas repleto de significado, exemplificou o verdadeiro espírito de cuidado que caracteriza o trabalho realizado no hospital. Desde roupas até itens de higiene pessoal, as doações foram constantes, revelando o comprometimento dos colaboradores.

O processo de desospitalização foi cuidadosamente planejado em conjunto com a rede de saúde do município de Branquinha, onde o paciente continuará a receber acompanhamento ambulatorial. Assim, o plano foi elaborado de forma que a transição não criasse um hiato nos cuidados, garantindo ao homem uma continuidade terapêutica em um ambiente que favorece a autonomia e a reintegração social.

A assistente social do município, Sandra Carla, esteve ao lado do paciente durante seu deslocamento para a nova residência terapêutica, assegurando a segurança e continuidade do tratamento. A atuação do Serviço Social foi fundamental para mapear as condições sociais e traçar um caminho viável para o paciente, reforçando que alta não deve significar ruptura, mas uma transição fluida para uma nova etapa de cuidados.

“O momento da alta é sempre significativo. Aqui, mais do que um encaminhamento, buscamos garantir que ele esteja visto, ouvido e, acima de tudo, protegido”, destacou a assistente social, Sheyla Barros. Para o diretor médico, Pedro Andrade, o caso ilustra a verdadeira essência da assistência em saúde mental: “Cuidar vai além do tratamento de sintomas. Quando nos comprometemos com o ser humano em sua totalidade, conseguimos transformar vidas”, observou.

Na despedida, a atmosfera foi carregada de afeto. Os laços construídos entre o paciente e a equipe foram palpáveis, com abraços e lágrimas de saudade. Para todos os envolvidos, ele não era apenas um paciente, mas uma parte da família do hospital, refletindo a importância de cuidar com dignidade e amor.

O diretor Graciliano Ramos resumiu bem essa experiência: “Cuidar é garantir direitos, reconstruir histórias e oferecer a oportunidade de recomeçar com dignidade àqueles que mais precisam”. Esse episódio reafirma que, na área da saúde mental, a empatia e o respeito são fundamentais para a efetivação de um tratamento humanizado e transformador.

Com informações e fotos da Sesau/AL

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