O Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), recentemente divulgou um diagnóstico abrangente sobre o livro e a leitura no estado. Este estudo é uma etapa crucial na elaboração do Plano Estadual do Livro e da Leitura de Alagoas (PELL). O relatório foi elaborado a partir de uma consulta pública realizada entre fevereiro e abril de 2025, envolvendo a colaboração de agentes culturais, instituições e representantes da sociedade civil, e sua aprovação ocorreu em audiência pública em fevereiro de 2026.
O levantamento oferece um panorama detalhado da situação do setor, apresentando dados que evidenciam tanto as fragilidades quanto as potencialidades do campo da leitura no estado. A secretária da Secult, Mellina Freitas, enfatizou a importância da participação coletiva na elaboração do diagnóstico, que representa as vozes de quem vivencia a leitura diariamente. Segundo ela, o documento é fundamental para identificar áreas que precisam de avanço, permitindo ações integradas em todo o estado.
A coordenadora técnica do Sistema de Bibliotecas Públicas de Alagoas, Mira Dantas, destacou que o estudo organiza informações dispersas e facilita a compreensão da realidade das bibliotecas e das iniciativas de leitura em Alagoas. Porém, a análise revelou desafios significativos: apenas 49 dos 102 municípios alagoanos possuem bibliotecas públicas com cadastro atualizado, ressaltando uma desigualdade na distribuição desses equipamentos culturais, que representam 40% dos espaços de leitura.
Além disso, 81,25% dos participantes da pesquisa afirmaram não conhecer distribuidoras de livros no estado, indicando uma fragilidade na cadeia produtiva. No aspecto institucional, o diagnóstico apontou que 69,5% dos municípios carecem de legislação específica para o setor, comprometendo o fortalecimento das políticas públicas voltadas para a leitura.
Apesar desses obstáculos, o diagnóstico também destaca iniciativas inovadoras e comunitárias em diversos territórios alagoanos, que continuam promovendo a leitura. Contudo, a concentração de mediadores de leitura em Maceió deixou o interior em desvantagem, reforçando a necessidade de investir em capacitação e políticas de valorização.
As práticas de leitura predominantes são presenciais e enfatizam a interação social. Contudo, a crescente adoção de formatos digitais sugere a urgência de desenvolver políticas de inclusão digital. O estudo ainda indica que o acesso à leitura deve ser tratado de maneira integrada, envolvendo áreas como educação, assistência social e comunicação.
Em suma, o diagnóstico sobre o livro e a leitura em Alagoas destaca um cenário repleto de desafios, mas também revela experiências inspiradoras que fortalecem a prática da leitura no estado. Ele serve como um guia para as futuras ações e políticas culturais, essenciais para ampliar o acesso ao livro e a valorização da leitura em Alagoas.
Com informações e imagens do Governo de Alagoas.












