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Investimentos em BR-116 e BR-251 prometem impulsionar a produção e distribuição de cachaça em Minas

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A produção de cachaça em Minas Gerais, reconhecida como um dos principais símbolos da tradição nacional, está prestes a passar por uma transformação significativa com a concessão da BR-116/251/MG, um projeto que recebeu investimentos previstos de R$ 13,16 bilhões. Essa rodovia é crucial para melhorar as condições logísticas da região, facilitando o escoamento da produção e potencializando a comercialização dessa bebida, amplamente consumida em todo o Brasil.

Salinas, em Minas Gerais, é reconhecida como a capital nacional da cachaça. O clima propício, a iluminação e as características do solo tornam essa região ideal para o cultivo da cana-de-açúcar, proporcionando a base para a produção de cachaças de alta qualidade, que frequentemente conquistam prêmios e são celebradas internacionalmente. Para os habitantes da cidade, a cachaça não é apenas um produto econômico, mas um elemento central de sua identidade e cultura.

Estudantes, como Matheus Madureira, compartilham que o destilado é uma parte integrante de suas interações sociais. “Comemorações sempre pedem cachaça”, afirma Aline Limma, colega de Matheus. Essa relação com o produto confirma a sua importância para a cultura local, sendo parte de celebrações cotidianas e momentos de confraternização entre amigos.

Em termos de crescimento do setor, o Brasil registrou em 2024 um total de 1.266 produtores de cachaça, refletindo um aumento de 4% em comparação ao ano anterior, com Minas Gerais liderando com 501 estabelecimentos, representando aproximadamente 39,6% do total nacional.

Um dos principais produtores é a cachaça Seleta, cujas operações se concentram predominantemente em São Paulo, mas também se estendem a outros estados do Sudeste e a regiões como Bahia e Goiás. Segundo Gilberto Luiz, diretor-executivo da marca, espera-se um crescimento de pelo menos 5% até 2026, impulsionado pela modernização das Rodovias Gerais, essenciais para a eficiência no transporte da produção.

A cachaça produzida nessa região é distribuída por todo o Brasil e tem alcançado mercados internacionais, incluindo países como Estados Unidos, Portugal e Japão, com embarques frequentes e pontuais para várias outras nações.

Os motoristas de caminhões, que enfrentam diariamente as dificuldades de uma infraestrutura viária deficiente, relatam desafios significativos ao trafegar pelas rodovias locais. A precariedade das estradas resulta em danos frequentes aos veículos e insegurança nas viagens. Como parte do projeto de concessão das Rotas Gerais, a proposta inclui melhorias como duplicações, construção de faixas adicionais e pontos de parada, visando aumentar a segurança e a eficiência nas transportações.

Essas mudanças prometem não apenas fortalecer a indústria da cachaça, mas também melhorar as condições de vida de todos os envolvidos no processo, desde os produtores até os motoristas que garantem a entrega dessa tradição.

Com informações e Fotos do Ministério dos Transportes

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